Nos últimos anos, o mercado de Tecnologia da Informação (TI) tem se mostrado um dos mais aquecidos e promissores no Brasil. Isso ocorre porque há um enorme deficit de profissionais na área e a demanda por eles vêm aumentando cada vez mais.

Então, se você se interessa pela área tecnológica, gosta de pensar em maneiras estratégicas de garantir que ela seja usada de forma produtiva nas organizações e quer assegurar boas oportunidades após a formação, o curso de Gestão de TI é uma ótima carreira para você.

Sabendo que muita gente ainda não compreende bem o que faz um Gestor de TI e como funciona a graduação, a carreira e o mercado de trabalho para um graduado em Tecnologia da Informação, decidimos reunir neste post tudo o que você precisa saber sobre o assunto. Para conferir, continue a leitura!

O que faz o profissional de TI?

O trabalhador formado em TI pode trabalhar com infraestrutura e hardware, programação, suporte técnico, gerenciamento, banco de dados, análise de sistemas, segurança da informação, redes e, até mesmo, gestão de negócios.

O campo de atuação para quem possui essa formação é enorme, para a surpresa de muitas pessoas que acreditam que as atividades desempenhadas pelo profissional de Tecnologia da Informação estão relacionadas apenas à informática e ao computador.

O gestor de Tecnologia da Informação, por exemplo, é responsável por gerenciar o departamento de TI das instituições dos mais diversos segmentos de atuação, tanto na iniciativa privada quanto em âmbito público.

A principal função desse profissional é liderar as equipes que cuidam da implantação de sistemas e aplicativos, dos projetos tecnológicos, da infraestrutura, do banco de dados, das redes de computadores e dos demais departamentos de TI das organizações.

Dessa forma, fica claro que a TI não se restringe a programas (software), equipamentos (hardware) e comunicação de dados. Ela também é desenvolvimento, planejamento e, sobretudo, gestão. Atualmente, o ramo está conectado à produtividade, à competitividade e aos resultados empresariais.

Conforme dito, existe uma gama variada de aplicação de suas atividades, de forma que fica até complicado definir o que faz alguém de TI. Contudo, podemos afirmar que quem trabalha com TI lida com o que há de mais importante para as companhias: informação.

Qual é o perfil ideal do profissional formado em TI?

Diante de um cenário econômico favorável, com grandes oportunidades para gestores de TI, é importantíssimo estar atento às características que formam o perfil ideal do profissional graduado no curso. Elas podem e, com certeza, farão toda a diferença na hora de buscar um emprego após a formatura. Veja:

Gostar de tecnologia

Pode parecer óbvio, mas não é. Quem estuda Tecnologia da Informação não deve só gostar de tecnologia, precisa compreendê-la e dominá-la muito bem. Isso porque as habilidades técnicas andam junto às competências gerenciais — elas são a base de tudo e estarão presentes durante toda a trajetória profissional do gestor.

Saber liderar e trabalhar em equipe

A principal função do gestor é justamente liderar a equipe de colaboradores de TI. Por isso, é fundamental que o funcionário aceite ideias e saiba escutar opiniões, ainda que elas sejam diferentes das suas. Desse modo, a comunicação será bem-sucedida na empresa e o trabalho em equipe terá um ótimo andamento.

Comunicar-se com excelência

É essencial que o profissional saiba se comunicar com clareza, pois ele será o responsável por orientar desenvolvedores e programadores e ficará encarregado de realizar a comunicação entre o departamento de TI e os demais setores da instituição, conectando-os.

Ser organizado

Quem fica responsável pelo planejamento e gerenciamento de recursos e pessoas de uma organização não pode ser alguém desorganizado, pois a sistematização e o ordenamento no gerenciamento de dados são essenciais para o bom desenvolvimento das atividades institucionais diárias.

Ter uma visão estratégica

Tendo em vista que é possível atuar em diversos segmentos e setores, é imprescindível que o gestor mantenha uma visão abrangente e estratégica para conseguir gerenciar projetos, pessoas e recursos tecnológicos da empresa e desenvolver e aplicar mecanismos de suporte à tomada de decisões com base nos indicadores de TI.

Manter-se atualizado

Em um mercado de trabalho que vive em constante mudança, é indispensável se manter atualizado para não se tornar obsoleto para os empregadores. Por isso, fazer especializações e cursos é importantíssimo para quem deseja continuar conquistando os cargos mais altos e os melhores salários.

Quais as principais características do curso de graduação em Gestão da Tecnologia da Informação?

Diferentemente da maior parte dos cursos de graduação de nível superior, a faculdade de Gestão da Tecnologia da Informação não confere ao estudante um diploma de bacharelado, mas de tecnólogo. O curso tem duração média de 6 semestres (3 anos) e é voltado para o mercado de trabalho.

Essa área faz parte das Ciências Exatas e procura estruturar as práticas que são utilizadas para gerenciar — ou seja, liderar, dirigir e controlar. Dessa forma, podemos afirmar que a Gestão de TI prepara o universitário para conduzir recursos, processos e pessoas com o intuito de atingir metas e resultados.

Como funciona o curso de Gestão de TI?

O principal propósito da graduação em TI é assegurar que o profissional aprenda a gerir de forma estratégica a informação e os processos envolvidos no seu campo de atuação. Para isso, o aluno aprenderá — ao longo de 6 semestres letivos — os principais conceitos da área e compreenderá como praticar metodologias, políticas, instrumentos e procedimentos relacionados à gestão da TI.

É importante salientar que essa formação é focada na gestão de pessoas, processos e recursos. Assim, é possível dizer que é responsabilidade do gestor de TI contribuir para que os funcionários sejam capazes de conduzir, elaborar, executar e/ou participar de projetos, programas e atividades de implementação da TI, com qualidade e segurança.

Para conseguir exercer uma profissão em uma área de possibilidades tão abrangentes, durante a graduação o discente contará com o suporte de disciplinas complementares e estruturantes que vão habilitá-lo para as exigências do mercado de trabalho. Veja quais as principais matérias que os graduandos estudam ao decorrer do curso:

  • fundamentos de programação;

  • hardware e redes de computadores;

  • inglês profissional;

  • mídias digitais;

  • sistemas de informação e aplicativos;​

  • tecnologias, comunicação e redação empresarial;

  • ambientes operacionais livres;

  • ambientes operacionais proprietários;

  • modelagem de sistemas e banco de dados;

  • diagnóstico de serviços de TI;

  • redes e serviços de internet;

  • tecnologia, trabalho e sociedade;

  • administração de banco de dados;

  • gestão de pessoas e supervisão de TI;

  • marketing digital e mídias sociais;

  • planejamento estratégico de TI;

  • sistemas, ferramentas e aplicativos corporativos;

  • gestão da segurança da informação;

  • gestão de contratos e serviços em TI – ITIL;

  • gestão de projetos;

  • linguagens e aplicações;

  • técnicas de liderança e negociação em TI;

  • direito digital;

  • gerência de servidores e virtualização;

  • gestão financeira em TI;

  • governança em TI;

  • inovação e empreendedorismo em TI.

Com o auxílio desses conteúdos e a dedicação necessária para se manter atualizado em um ramo que vive se transformando, o estudante do curso de Gestão de TI terá todos os instrumentos necessários para ocupar as mais diversas vagas que o mercado de TI dispõe para profissionais capacitados.

Como é o mercado de trabalho?

O mercado de trabalho está competitivo e o desemprego está aumentando diariamente, mas para as profissões que estão em alta, como a de gestor de TI, as coisas têm sido diferentes.

De acordo com a Associação Brasileira de empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), atualmente 1,3 milhão de pessoas trabalham na área e 50 mil postos de trabalho ainda esperam por um profissional qualificado.

E é fácil perceber o porquê. A tecnologia mudou o jeito que fazemos as coisas e como nos relacionamos com as pessoas e com o mundo. Se, no passado, éramos obrigados a fazer diversos serviços pessoalmente, hoje a situação é outra.

Com a chegada dos aplicativos, em um clique é possível pedir comida, táxi, pagar conta, colocar filtros em fotos e ainda matar a saudade da família e dos amigos que estão longe. Parece tudo muito simples e natural para os usuários, mas por trás de cada um desses cliques há centenas de profissionais trabalhando para que tudo funcione perfeitamente para a população.

Diante disso, a expectativa é que nos próximos anos o Brasil vá precisar de milhares de profissionais habilitados a trabalhar com tecnologia. Contudo, é importante salientar que o mundo tecnológico é exigente. Os empregadores não estão interessados em qualquer profissional — eles querem talentos, ou seja, pessoas que possam contribuir para que a empresa cresça cada vez mais.

Qual é a remuneração média do profissional de TI?

Um Tecnólogo em Gestão da Tecnologia da Informação no Brasil tem remuneração média de R$ 6.953, podendo chegar a R$ 20.000 nas grandes empresas. Confira a média salarial — de acordo com pesquisa do Quero Bolsa — dos cargos possíveis para os profissionais que têm essa formação:

  • coordenador de desenvolvimento de sistemas: R$ 8.058,70;

  • gerente de segurança de tecnologia da informação: R$ 9.145,13;

  • gerente de projetos de tecnologia da informação: R$ 7.894,33;

  • gerente de produção de tecnologia da informação: R$ 7.086,73;

  • gerente de redes: R$ 6.430;

  • gerente de suporte técnico de tecnologia da informação: R$ 4.958;

  • tecnólogo em gestão da tecnologia da informação: R$ 4.041.

É importante ressaltar que a faixa salarial que o profissional receberá dependerá da organização que o contratar. É claro que uma multinacional pagará mais pelos serviços de um gestor, se comparada a uma pequena empresa. Mas uma coisa é certa: independentemente de qual seja o contratante, o salário realmente encantará.

Como estar pronto para atuar na área?

Ainda que o mercado de trabalho seja propício para os profissionais, é necessário encontrar formas de se destacar para garantir as melhores oportunidades. Acompanhe algumas dicas que podem ajudá-lo a ter sucesso na sua trajetória profissional!

Seja criativo

Em qualquer lugar aonde você vá, a criatividade aparecerá como um pré-requisito. Ainda que você tenha uma formação superior a de outro candidato, você pode acabar perdendo a vaga se ele mostrar ser mais inovador que você. Portanto, fique atento!

Faça networking

Durante a graduação é importantíssimo que você faça networking. Agarre todas as oportunidades que tiver para conseguir contatos, pois eles serão fundamentais durante a sua jornada em busca de boas oportunidades.

Para auxiliá-lo nessa empreitada, vale fazer uso do LinkedIn — com ele você pode se conectar com profissionais com a mesma formação que a sua, publicar artigos e mostrar que realmente manda bem no que faz.

Invista em formação acadêmica

Quanto mais recheado for o seu currículo, mais chances você tem de alcançar uma posição de destaque no mundo corporativo. Por isso, não deixe de aprender outras línguas, fazer pós-graduação e cursos livres. Lembre-se de que quanto mais você se capacitar, mais oportunidades você terá.

Quais especializações estão em alta?

Conforme apontado, existem muitas vagas de emprego para quem está inserido no campo de TI. Ainda que o país esteja indo mal economicamente, as empresas tecnológicas encontram um caminho para continuar crescendo e contratando, provando que resistem bem às crises econômicas.

Logo, se especializar na área é uma ótima pedida. Pensando nisso, elencamos neste tópico as principais especializações para quem deseja apostar em Tecnologia da Informação. Veja!

Especialista de DevOps — Gerente de Engenharia de Sistemas

Embora seja desconhecido para muita gente — inclusive profissionais consolidados na área—, esse especialista faz um trabalho importantíssimo e é muito procurado pelas empresas.

Responsável por promover a integração de 2 áreas fundamentais: operações e desenvolvimento, o especialista de DevOps tem a função de antever e eliminar barreiras entre o campo que desenvolve o software e o que promove sua implementação.

Além disso, o gerente de engenharia de sistemas fornece todas as condições necessárias para que o desenvolvedor visualize a operação com antecedência. O resultado dessa prática é que os sistemas desenvolvidos sofrem menos problemas durante a implantação, oferecem usabilidade prática e tem erros corrigidos facilmente.

Tudo isso só é possível porque o desenvolvedor previu todas as situações e inconsistências do projeto durante o seu desenvolvimento. Incrível, não é mesmo?!

Arquiteto em soluções de TI

O arquiteto em soluções de TI é responsável por elaborar soluções adaptadas às novas exigências do mercado. Esse profissional desenha, gerencia e aperfeiçoa modelos de arquitetura de sistemas, informação e infraestrutura, possibilitando a criação de projetos com funcionalidades melhores.

Analista de segurança da informação

O analista de segurança da informação tem a função de analisar os riscos corporativos envolvendo as informações gerenciadas por infraestrutura e sistemas de TI. Além disso, esse especialista também é responsável por:

  • implementar normas e procedimentos referentes às políticas de segurança;

  • assegurar a implementação de medidas que protejam a informação;

  • realizar testes de invasão para minimizar os riscos;

  • detectar ameaças de vulnerabilidade em serviços de TI que comprometam informações da organização.

O aumento no número de vírus e hackers têm levado muitas organizações a dedicar uma grande parcela de seus esforços e recursos em segurança da informação. Por esse motivo, os analistas de segurança da informação vêm sendo cada dia mais requisitados pelas instituições financeiras e multinacionais que processam um volume alto de informações a cada minuto e precisam protegê-las a qualquer custo.

Especialista em UX e UI

Designer de experiência de usuário (UX) e designer de interface do usuário (UI) são siglas semelhantes e que podem facilmente ser confundidas. Por isso, é essencial conhecer qual a diferença entre elas.

O especialista em UX é o profissional cuja função é planejar a interação da empresa com o usuário final. Em contrapartida, o trabalhador de UI é responsável por projetar o desenho da interface pela qual o usuário vai interagir com a empresa. Percebe a diferença? Nós explicamos:

Enquanto o primeiro pensa de forma geral e estuda o que a empresa pode oferecer ao cliente, o segundo projeta o design do aplicativo ou site, prevendo quais funcionalidades impactarão positivamente a experiência do cliente.

Para resumir: esses profissionais atuam com o objetivo de melhorar o relacionamento entre empresa e cliente e aperfeiçoar a interação entre usuários e sistema.

Desenvolvedor mobile

Com o crescimento nas vendas dos smartphones, os consumidores estão sempre procurando e precisando de novos aplicativos (apps), ferramentas digitais e atualizações.

Para suprir essa demanda, os fabricantes de apps precisam contratar desenvolvedores especializados em mobile, ou seja, que programam aplicativos para sistemas mobile — Android, Windows Phone e iOS.

Como existe pouca oferta de profissionais, quem investe em cursos técnicos ou pós-graduações na área consegue emprego rapidamente.

Desenvolvedor full-stack

Menina dos olhos do setor de Tecnologia da Informação, o desenvolvedor de full-stack é o profissional que domina duas grandes áreas do desenvolvimento: front-end — responsável pela interface — e back-end — responsável pela infraestrutura de servidores e banco de dados.

Por dominar tanto esses dois campos de atuação, o full-stack e sua visão integradora são muito requisitados e garantem a melhora na produtividade da organização.

Para se tornar um full-stack, o estudante precisa estudar mais do que a média — mas recompensa vale a pena. Os salários são altos e as vagas de emprego, abundantes.

Chief Digital Officer (CDO)

Chief Digital Officer pode ser traduzido como chefe do escritório digital. O cargo nasceu quando as grandes corporações consolidadas no mercado notaram enorme dificuldade em aderir tendências — internet das coisas, Big Data e inteligência artificial, por exemplo — e se viram perdendo espaço para empresas rivais.

Surgida para não deixar a empresa ficar para trás quando o assunto é tecnologia, a missão do CDO é manter o negócio principal da organização e inserir novas tecnologias ao que já dá certo. Em outras palavras, o CDO é responsável por atualizar o modelo de negócio, mantendo a sua essência.

Embora a profissão tenha chegado recentemente no mercado brasileiro, as vagas de CDO já estão aparecendo e devem crescer ainda mais nos próximos anos.

É importante ressaltar que, para trabalhar como chief digital officer, o profissional precisa entender bem de áreas como negócios, administração, marketing e gestão e aliar todos esses conhecimentos a uma perspectiva tecnológica. Acreditamos que essa seja uma especialização interessante para os gestores de TI.

Cientista de dados (Big Data)

Você já parou para pensar no volume de informação e dados que estão espalhados pela internet? As organizações, sim. Sabendo que precisam de um profissional que pudesse lidar com essa grande quantidade de informação, as empresas começaram a buscar por um determinado especialista: o cientista de dados.

Responsável por coletar e verificar as informações para, em sequência, apontar insights — aquele “clique” que vem no pensamento e possibilita a compreensão súbita de alguma coisa — que favoreçam à empresa, o profissional comprova por meio de números o comportamento que os consumidores terão nos meses seguintes.

Essas informações valem ouro para as grandes corporações, visto que podem tomar decisões mais acertadas e lucrativas com esse conhecimento.

Para se tornar cientista de dados é necessário dominar estatística, saber analisar dados, ser criativo e compreender bem o funcionamento do mercado em que a empresa atua. Além disso, também é importante compreender profundamente linguagens de programação, especialmente R e Phyton.

Gestor de projetos

O gestor de projetos é o coração da empresa, e sua principal função é tirar as ideias do papel e transformá-las em algo real, como um serviço ou produto, por exemplo.

É responsabilidade desse profissional:

  • reunir e gerenciar a equipe;

  • estabelecer atividades para cada colaborador;

  • cobrar resultados;

  • traçar metas;

  • projetar e acompanhar o orçamento;

  • identificar, documentar, gerenciar e solucionar eventuais problemas.

Para trabalhar com gestão de projetos é essencial que o trabalhador saiba liderar e motivar os colaboradores, pois é imprescindível que a equipe desenvolva as atividades que foram atribuídas com excelência; do contrário, o projeto pode ser um grande fracasso e causar enormes prejuízos.

Como você deve ter percebido, as possibilidades na área de TI são gigantes. Profissionais preparados e habilitados para assumir as vagas, entretanto, ainda são poucos. Portanto, não deixe de se capacitar e se especializar. O mercado de trabalho tecnológico é muito promissor e tende a crescer ainda mais nos próximos anos.

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