Você já se pegou pensando em abrir um negócio, mas acha que precisa esperar o diploma para dar o primeiro passo? A boa notícia é que não precisa. Empreender durante a graduação tem se tornado uma das decisões mais estratégicas da geração universitária atual — e os dados mostram por quê.
Segundo o Monitor Global de Empreendedorismo (GEM 2024), o Brasil registrou a maior taxa de empreendedorismo dos últimos quatro anos: 33,4% da população adulta está à frente de algum negócio, o que equivale a cerca de 47 milhões de pessoas. No primeiro trimestre de 2025, foram abertos mais de 1,4 milhão de pequenos negócios, o maior volume da série histórica.
Mas será que vale mesmo a pena começar a empreender enquanto você ainda está na faculdade? Neste artigo, vamos mostrar as vantagens, os desafios, os caminhos possíveis e um passo a passo prático para quem pensa em unir graduação e negócio próprio — especialmente aqui no Oeste Catarinense, uma das regiões mais empreendedoras do Brasil.
O que significa empreender na faculdade?
Empreender na faculdade significa usar o período da graduação para transformar uma ideia em produto, serviço ou negócio real. Não se trata, necessariamente, de abrir uma grande empresa logo no primeiro semestre. Empreender nesse momento pode assumir formatos como:
- Trabalhar como freelancer em sua área de estudo (design, programação, redação, consultoria, marketing, contabilidade etc.);
- Formalizar-se como Microempreendedor Individual (MEI) e prestar serviços ou vender produtos;
- Criar uma startup com colegas de curso;
- Participar de uma empresa júnior dentro da própria instituição;
- Desenvolver um projeto de inovação dentro de uma incubadora universitária;
- Vender produtos próprios (artesanato, alimentos, moda) usando redes sociais e e-commerce.
O ponto central é o mesmo: aplicar na prática o que se aprende em sala de aula, gerar renda e construir experiência real de mercado antes mesmo da formatura.
Empreendedorismo no Brasil: o cenário que você precisa conhecer
Antes de decidir se vale a pena empreender na faculdade, é importante entender o tamanho do movimento empreendedor no país. Alguns dados recentes ajudam a dimensionar:
- A taxa de empreendedorismo no Brasil saltou de 31,6% para 33,4% em 2024, segundo o GEM.
- 49,7% dos brasileiros entre 18 e 64 anos acreditam ter conhecimento, habilidade e experiência para abrir um negócio.
- 39,5% da população adulta tem intenção real de empreender nos próximos três anos.
- O medo de fracassar caiu de 54,6% (2023) para 51,8% (2024), indicando maior disposição para o risco.
- 52,6% dos brasileiros conhecem pessoalmente alguém que abriu um negócio nos últimos dois anos.
Esses números revelam uma cultura empreendedora em expansão, impulsionada pela digitalização, pelo desejo de autonomia profissional e pela valorização de modelos de negócio inovadores e sustentáveis.
E aqui vai um dado ainda mais interessante para estudantes: o número de jovens empreendedores no Brasil cresceu 25% nos últimos 12 anos, alcançando 4,9 milhões de pessoas entre 18 e 29 anos, segundo o Sebrae. A faculdade, hoje, é um dos principais ambientes onde essas ideias nascem.
Por que empreender na faculdade vale a pena? 7 vantagens reais
Começar um negócio ainda na graduação oferece vantagens que dificilmente se repetem em outro momento da vida profissional. Veja os principais benefícios:
1. Experiência prática aliada à teoria
Você sai da posição passiva de “quem só assiste aula” e passa a testar, na prática, conceitos de gestão, marketing, finanças, direito empresarial, comunicação e inovação. Cada erro vira aprendizado direto, e cada acerto reforça a confiança para decisões futuras.
2. Ambiente com baixo custo de erro
Errar durante a faculdade custa menos do que errar já com família, financiamento imobiliário e emprego CLT para sustentar. O ambiente universitário funciona como um laboratório de ideias, onde é possível testar hipóteses, pivotar o modelo de negócio e ajustar o rumo sem grandes prejuízos.
3. Networking qualificado
A faculdade coloca você em contato direto com colegas de curso, professores com experiência de mercado, palestrantes convidados, egressos bem-sucedidos e empresas parceiras da instituição. Esse capital social é um dos ativos mais valiosos que um empreendedor pode construir — e raramente se replica depois que a rotina profissional engole a agenda.
4. Acesso a mentoria e estrutura institucional
Incubadoras, núcleos de inovação, laboratórios, bibliotecas, clínicas-escola, empresas juniores, consultorias acadêmicas e programas de extensão são recursos que a universidade disponibiliza — muitas vezes gratuitamente — para o estudante que decide empreender.
5. Renda extra durante a graduação
Pagar mensalidade, livros, transporte e moradia universitária é um desafio real. Um negócio bem estruturado pode gerar renda que ajuda a custear os estudos e, ao mesmo tempo, construir um histórico profissional sólido.
6. Desenvolvimento acelerado de soft skills
Liderança, comunicação, negociação, resiliência, gestão do tempo, inteligência emocional. Nenhuma dessas competências é aprendida só lendo livros. Empreender força o desenvolvimento dessas habilidades de forma intensiva — e elas são cada vez mais valorizadas pelo mercado.
7. Diferencial no currículo
Mesmo que seu primeiro negócio não dê certo (e muitos não dão), a experiência de ter criado, gerido e aprendido com um empreendimento próprio é um diferencial competitivo enorme em processos seletivos, estágios e oportunidades de trainee.
Os desafios reais de empreender durante a graduação
Seria desonesto apresentar apenas o lado bom. Empreender na faculdade exige uma rotina puxada e algumas renúncias. Entre os desafios mais comuns estão:
- Conciliar estudos e negócio: aulas, trabalhos, TCC, estágio e empresa exigem uma disciplina rigorosa de gestão do tempo.
- Recursos financeiros limitados: a maioria dos estudantes não tem capital de giro disponível, o que exige criatividade e modelos de negócio enxutos.
- Pouca experiência de mercado: falta repertório para tomar decisões estratégicas, negociar com fornecedores e precificar corretamente.
- Pressão emocional: prazos acadêmicos e cobranças do negócio podem gerar ansiedade e sobrecarga.
- Risco de abandonar a faculdade: algumas histórias famosas, como a de Bill Gates e Steve Jobs, criam a ilusão de que largar o curso é um atalho. Na prática, para a imensa maioria, o diploma continua sendo um caminho mais seguro de construção de carreira — inclusive empreendedora.
Reconhecer esses desafios é o primeiro passo para enfrentá-los com planejamento.
Quando empreender na faculdade vale a pena (e quando não)
Nem sempre é o momento certo. Para ajudar você a avaliar, confira este checklist:
Vale a pena começar agora se:
- Você já tem uma ideia validada ou algo concreto para testar.
- Consegue dedicar pelo menos algumas horas semanais ao projeto sem comprometer os estudos.
- Tem disposição para aprender com os erros e ajustar rotas.
- Seu curso oferece disciplinas, professores ou estrutura que dialogam com o negócio.
- Você busca construir experiência, renda ou portfólio, não apenas enriquecer rapidamente.
Talvez seja melhor esperar ou ajustar o ritmo se:
- Você está nos primeiros semestres de um curso exigente e ainda se adaptando à rotina universitária.
- Sua saúde mental está comprometida pela sobrecarga atual.
- Você pretende empreender apenas para “fugir” da faculdade, sem um projeto claro.
- Não há, neste momento, uma demanda real de mercado para a sua ideia.
8 caminhos práticos para começar a empreender ainda na graduação
Se você decidiu seguir em frente, aqui estão os formatos mais acessíveis para dar o primeiro passo:
- Formalize-se como MEI: o Microempreendedor Individual é o regime mais simples e acessível para quem quer emitir nota fiscal, ter CNPJ e começar a operar legalmente. É possível fazer o cadastro gratuitamente pelo Portal do Empreendedor.
- Monte um portfólio como freelancer: se você estuda Design, Marketing, TI, Arquitetura, Comunicação ou áreas correlatas, comece prestando serviços pontuais e construindo um portfólio.
- Participe de uma empresa júnior: em 2024, o movimento de empresas juniores movimentou mais de R$ 88 milhões em projetos conduzidos por universitários no Brasil. É a melhor forma de atender clientes reais com suporte institucional.
- Procure a incubadora ou núcleo de inovação da sua faculdade: muitas instituições oferecem mentoria, espaço físico e até aporte para projetos em fase inicial.
- Valide a ideia antes de investir: converse com potenciais clientes, faça pesquisas, teste o produto em pequena escala. Ajustar no início evita prejuízos lá na frente.
- Participe de competições, hackathons e feiras de negócios: são oportunidades de testar a ideia, conhecer investidores e ampliar o networking.
- Aproveite o TCC como projeto de negócio: muitos cursos permitem desenvolver um plano de negócios ou um projeto aplicado como trabalho de conclusão.
- Busque orientação do Sebrae: cursos gratuitos, consultorias e ferramentas práticas estão disponíveis para quem está começando.
Como conciliar faculdade e empreendedorismo no dia a dia
A rotina dupla só funciona com organização. Algumas práticas que fazem diferença:
- Priorize os estudos: o diploma é um ativo de longo prazo. Planeje a agenda do negócio em torno dos compromissos acadêmicos, não o contrário.
- Use ferramentas de produtividade: aplicativos como Trello, Notion, Google Agenda e Todoist ajudam a separar tarefas da faculdade, do negócio e da vida pessoal.
- Defina metas semanais claras: curto prazo (semana), médio prazo (semestre) e longo prazo (formatura). Revise com frequência.
- Separe blocos de tempo dedicados: em vez de misturar estudo e negócio o tempo todo, reserve horários fixos para cada um.
- Cuide da saúde mental: sono, alimentação, atividade física e momentos de descanso não são luxo, são parte da estratégia.
- Busque sócios ou parceiros: dividir responsabilidades com alguém de confiança reduz a sobrecarga e amplia as competências do time.
O papel da faculdade na formação empreendedora
Uma boa instituição de ensino não forma apenas profissionais técnicos — forma pessoas capazes de identificar oportunidades, criar soluções e gerar valor. Isso se traduz em alguns elementos concretos que você deve procurar:
- Disciplinas de inovação, gestão e empreendedorismo em diferentes cursos, não apenas em Administração.
- Professores com experiência prática de mercado, que atuam como mentores e parceiros.
- Infraestrutura que apoia a prática — laboratórios, clínicas-escola, núcleos de atendimento à comunidade, empresas juniores e parcerias com o setor produtivo.
- Cultura institucional empreendedora, com eventos, palestras, feiras e competições que estimulam o espírito de iniciativa.
- Avaliação de qualidade reconhecida pelo MEC, que garante solidez acadêmica à sua formação.
Por que o Oeste Catarinense é um terreno fértil para empreender
Se você estuda ou pretende estudar no Oeste de Santa Catarina, está em uma das regiões mais dinâmicas do Brasil para empreender. A economia local combina agronegócio robusto, indústria de alimentos, setor de tecnologia em expansão, metalmecânica, comércio e serviços — tudo isso em um ecossistema empresarial conectado, com cooperativas, associações comerciais, sindicatos patronais e entidades de fomento atuando de forma integrada.
Municípios como Chapecó, Itapiranga, São Miguel do Oeste e Concórdia abrigam indústrias de referência nacional, cadeias produtivas integradas e uma cultura empreendedora histórica. Para o universitário, isso significa: clientes reais perto, fornecedores acessíveis, mentores disponíveis e oportunidades concretas de parceria.
Perguntas frequentes sobre empreender na faculdade
Preciso cursar Administração para empreender?
Não. É possível empreender em qualquer área: Engenharia, Odontologia, Veterinária, Direito, Agronomia, Pedagogia, Arquitetura, Tecnologia, Ciências Contábeis, Marketing e muitas outras. O curso de Administração e o tecnólogo em Processos Gerenciais oferecem, no entanto, uma base sólida em gestão, finanças e estratégia que acelera a jornada.
É possível empreender sem dinheiro?
Sim, especialmente nos formatos digitais. Serviços freelancer, criação de conteúdo, consultoria, dropshipping e modelos de baixo custo operacional permitem começar praticamente sem capital. Incubadoras universitárias e programas do Sebrae também oferecem suporte gratuito.
Empreender atrapalha o desempenho na faculdade?
Depende da organização e da prioridade que você dá aos estudos. Se o negócio passa a comprometer notas, saúde e frequência, é sinal de que algo precisa ser ajustado. A graduação é a base da sua carreira de longo prazo — inclusive como empreendedor.
Qual o melhor momento do curso para começar?
Não existe uma resposta única. Muitos estudantes começam a partir do segundo ou terceiro semestre, quando já estão adaptados à rotina universitária e têm alguma bagagem conceitual. Mas há casos de sucesso em qualquer fase.
Startups e empresas juniores são a mesma coisa?
Não. A empresa júnior é uma organização sem fins lucrativos, formada por estudantes, que presta serviços reais a clientes e tem finalidade educativa. A startup é um empreendimento com fins lucrativos, geralmente baseado em inovação e com potencial de escala.
Construa sua carreira empreendedora na UCEFF
A UCEFF — Centro Universitário do Oeste de Santa Catarina — é a maior instituição privada de ensino superior do Oeste Catarinense, com campi em Chapecó, Itapiranga, São Miguel do Oeste e Concórdia. Com IGC nota 4 do MEC, uma trajetória de 25 anos e o empreendedorismo no seu DNA, a UCEFF oferece:
- Cursos presenciais e EAD em áreas como Administração, Ciências Contábeis, Gestão Financeira, Gestão de RH, Processos Gerenciais, Engenharias, Arquitetura, Agronomia, Odontologia, Medicina Veterinária, entre outros;
- Professores com ampla experiência de mercado e atuação regional;
- Infraestrutura completa, com mais de 13 mil volumes físicos na biblioteca, clínica odontológica UCEFF Odonto e núcleo veterinário Nupvet;
- Forte conexão com o ecossistema empresarial do Oeste Catarinense;
- Cursos profissionalizantes rápidos para quem quer se preparar para o mercado em poucos meses.
Se o seu objetivo é empreender, construir uma carreira sólida ou se destacar no mercado de trabalho, comece pela escolha certa de instituição.



