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Na hora de se preparar para o vestibular, o que conta mesmo é encontrar a melhor maneira de garantir a vaga na faculdade. Assim, todo recurso capaz de aumentar o desempenho nos estudos acaba sendo válido. Nesse sentido, um dos meios mais utilizados pelos estudantes é repassar várias vezes as fórmulas, datas e outras informações que podem ser cobradas no exame.

Mas será que memorizar é o mesmo que assimilar realmente a matéria? Prossiga a leitura, descubra pontos importantes sobre decorar e aprender, além de dicas para se sair bem nos estudos!

Decorar e aprender: ações que se completam?

Quando o assunto é decorar, que atire a primeira pedra quem nunca passou horas repetindo tabuadas ou conjugações verbais em inglês. Fato é que a repetição promove a memorização — elemento fundamental à aprendizagem.

Por isso, não é possível afirmar que memorizar as coisas é um desperdício de tempo. Ainda mais ao falar em vestibular, avaliação em que é necessário comprovar o domínio de uma infinidade de conteúdos.

Desse modo, temos que a memória está estreitamente relacionada à aprendizagem, já que essa última consiste na capacidade de construir novos conhecimentos a partir de outros previamente adquiridos.

Portanto, ao estudar para entrar na faculdade, mobilizar todas as armas que você tem vai aumentar as chances de atingir seu objetivo.

Para esclarecer ao máximo esse assunto, trazemos, abaixo, alguns detalhes sobre o funcionamento dessa intrigante ferramenta de aprendizagem chamada memória:

Como funciona a memória?

A primeira coisa a saber sobre a memória é que seus processos envolvem o trabalho de diversas áreas do cérebro.

Esse “esforço conjunto” depende dos sentidos: tato, audição, paladar, olfato e até o sentido cinestésico, responsável pela percepção do movimento ou repouso do corpo, são mobilizados para processar informações e armazená-las.

No decorrer de todo esse movimento, muitas informações recebidas simplesmente são descartadas, enquanto outras ficam mantidas.

Deu para perceber que a memória envolve um mecanismo complexo, certo? Pense, agora, que o armazenamento das informações está relacionado à importância do que vai ser “arquivado”.

Ou seja, a importância atribuída a cada experiência está estreitamente ligada à sua memorização — ou esquecimento.

A boa notícia é que alguns métodos ajudam a “guardar” os conteúdos considerados dignos de ser memorizados. São técnicas baseadas no que se conhece, hoje, sobre o funcionamento da memória.

A mais tradicional de todas essas estratégias é a memorização por rotina, que consiste em repetir sucessivas vezes determinado conteúdo até a sua completa fixação.

Esse modo de decorar é utilizado, sobretudo, para gravar fórmulas, datas, fatos e nomes de relevância histórica, assim como países e suas respectivas capitais, entre outros conteúdos.

Desde associação de ideias e mapas mentais, passando por palavras-chave rimadas e outras técnicas — como a leitura dinâmica — há sempre uma novidade no que diz respeito à habilidade de lembrar.

Função assim tão importante — e alvo de pesquisas e estudos no mundo inteiro — a memória está muito ligada à aprendizagem, o que nos leva ao tema seguinte.

Vale a pena só decorar as matérias?

Vamos começar destacando que a sua memória é seletiva e pode simplesmente “apagar” aquilo que é considerado pouco importante. E isso pode acontecer por mais que você se empenhe em decorar aquela informação.

Além disso, há falhas a que toda memória está sujeita, os famosos “brancos”. Quer dizer, apostar todas as suas fichas na tentativa de decorar os conteúdos pedidos pelo vestibular dificilmente vai posicionar você entre os primeiros da lista de aprovados.

Outro aspecto para lá de relevante dessa questão consiste no fato de que a capacidade de interpretação, tanto de textos como do mundo, é cada vez mais exigida nos vestibulares de todo o país — e, convenhamos, é impossível decorar uma única maneira correta de interpretar um enunciado ou os acontecimentos atuais.

Não estamos, aqui, tratando apenas da língua portuguesa, pois todas as demais matérias do vestibular têm enunciados, sendo preciso entender o que cada um deles solicita de você.

Vamos usar as ciências exatas como exemplo: se você não compreende exatamente o que pede determinado problema proposto na avaliação, de que jeito vai saber qual fórmula aplicar para solucioná-lo?

Temos, então, uma clara amostra de que decorar é útil — faz parte do aprender —, mas não substitui a real aprendizagem, que é feita sobre a significação dos conhecimentos.

Por isso tudo, entenda que não basta “gravar” conceitos e fórmulas soltas, fragmentadas: é preciso estabelecer uma conexão entre elas e as questões da prova. Essa ligação só pode ser efetivada por meio da construção de sentidos, que, por sua vez, está intimamente ligada ao aprendizado real. Quer saber o que significa isso? Leia a seguir!

O que é o aprendizado real?

Aprender de verdade é o ponto mais alto em que você chega após ter contato com um novo conhecimento.

Perceba que entender algo é uma das etapas da aprendizagem, memorizar faz parte desse aprendizado. Porém, o “saber de verdade” é interdependente de vários fatores. Para entender melhor essa afirmativa, detalhamos as fases da construção do conhecimento:

Como o aprendizado se completa?

Segundo a neuropsicologia — ciência que estuda a relação entre as funções cerebrais e o comportamento humano —, o processo de aprendizado funciona assim:

  • sensação: a nova informação chega por meio dos sentidos, quando você lê ou ouve uma notícia, por exemplo;
  • percepção: é o início do entendimento, a tomada de consciência sobre a informação recebida;
  • formação de imagens: a mente constrói uma imagem associada a uma sensação existente na memória;
  • simbolização: imagem e sensação são associadas a um signo linguístico, quer dizer, a uma palavra existente em dado idioma;
  • conceituação: abstração do novo conhecimento, para a sua categorização e classificação.

Como dar aquela turbinada nos estudos?

A partir do que você acabou de ver a respeito das etapas da aprendizagem, que tal turbinar seus estudos? Abaixo, 3 dicas poderosas para aumentar suas chances de ficar fera nos temas do vestibular:

  1. Atente para qual é o seu sentido mais aguçado e utilize-o a seu favor: se você é do tipo auditivo, ouça música e podcasts — ou assine canais no YouTube — para estudar. A internet está repleta de conteúdos de todo o tipo, feitos na medida para ajudar a assimilar as matérias cobradas no vestibular.
  2. Use e abuse da associação de palavras e imagens: essa tática pode ser especialmente útil na hora de estudar palavras e termos em língua estrangeira.
  3. Faça uma análise do que você sabe sobre cada conteúdo e descubra de onde iniciar seus estudos: como o conhecimento se constrói a partir daquilo que você já aprendeu, começar do ponto certo faz toda a diferença.

Por último, mas não menos importante, lembre-se sempre de que cada um tem seu próprio jeito de construir conhecimento. Portanto, utilize tudo que você leu aqui, porém levando em consideração a sua própria maneira de estudar, decorar e aprender. Focar na aprendizagem de modo a não descartar nenhuma contribuição para o atingimento da sua meta é a fórmula mais acertada para você ir em frente!

Gostou do que aprendeu aqui no post? Então, compartilhe esses conhecimentos em suas redes sociais e ajude seus amigos que também estão estudando para o vestibular!

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