Métodos de estudos: descubra qual é o mais eficiente para você

13 minutos para ler

Conseguir equilibrar as tarefas diárias com o trabalho e os estudos é uma missão difícil, mas necessária. Afinal, o resultado é a manutenção da qualidade de vida e a conquista de uma boa formação. Ou seja, um ótimo combo para enfrentar o dia a dia e garantir ótimas possibilidades futuras.

Porém, manter uma rotina de estudos eficiente depende dos horários disponíveis, da assimilação e da facilidade com a matéria, além de exigir muito esforço do aluno. Para ajudar, há métodos de estudo com estratégias variadas. Eles focam o entendimento, a lógica e a praticidade.

Essas opções, que objetivam o bom aproveitamento do tempo, a construção de conhecimentos e a fixação das matérias são compatíveis com variados perfis de alunos.

Quer conhecer algumas dessas metodologias de estudo? Continue a leitura e confira!

Quais são os principais métodos de estudo?

Estudo intercalado

O estudo intercalado nada mais é do que a distribuição das matérias em um momento próximo de estudo. Pense, por exemplo, que em 3 dias você pode estudar matérias de humanas, exatas e biológicas. Tudo isso, sem se cansar, garantindo pleno entendimento.

Para tanto, basta separar uma quantidade proporcional de horas para cada assunto. A ideia, porém, é não passar muito tempo em apenas uma área de estudo. Então, divida os temas de acordo com os seus momentos livres e intercale as matérias.

A partir desse processo, o aluno é “obrigado” a voltar no assunto anterior cada vez que for continuar a matéria, evitando a procrastinação e forçando a memória para relembrar os tópicos estudados. Com o estudo intercalado, a matéria não se acumula e não há desespero na véspera da prova. São muitas as vantagens em um só método!

A autoexplicação é uma variação do resumo. Porém, nesse método, você lê o texto e tenta explicá-lo para si em voz alta.

Para isso, é sempre bom relacionar outras informações e matérias que possam ter ligação com a leitura. Um exemplo é estudar história e relembrar os períodos anteriores e os principais acontecimentos do momento descrito — ou estudar biologia e recordar a definição de cada conceito e nome citado.

Com a autoexplicação, o aluno trabalha a memória e o raciocínio, construindo uma linha de pensamento que capta tanto o tema lido quanto os assuntos conectados.

Autointerrogação

Com a mesma base, a autointerrogação parte da leitura e da relação entre o tema atual e os assuntos prévios — ou anteriormente estudados. Basta ler o artigo escolhido e, a partir disso, elaborar perguntas que comprovem o seu entendimento.

Tais perguntas podem ser elaboradas com base no assunto ou em conceitos vistos na leitura. Um exemplo é ler sobre um tipo de vanguarda literária e, depois, perguntar para você mesmo quais são os principais autores da época e os títulos renomados, tentando se lembrar das obras que podem servir de exemplo.

É importante que as perguntas e as respostas sejam ditas em voz alta para melhor fixação. Além disso, tal técnica é direcionada para estudantes que estão cursando o ensino médio ou superior, pois eles possuem bagagem maior de informações para respostas mais completas e perguntas bem-elaboradas.

Outra dica é pensar em tipos diferentes de perguntas para o mesmo tema, com abordagens que possam ser cobradas em provas de fim de semestre ou em testes para bolsas de estudo e vestibulares.

Estudo mnemônico

Sabe aquelas frases engraçadas para decorar a tabela dos elementos químicos? Ou os trocadilhos para fórmulas de física? Isso são métodos mnemônicos e podem ser usados em, praticamente, qualquer área — mas são mais comuns em disciplinas de exatas e biológicas, ou em assuntos de humanas que permitam associação. Para isso, basta:

  • pensar em siglas em que cada letra lembre uma palavra ou um conceito;
  • montar frases que possam ser associadas a uma ordem;
  • pensar em sentenças em que cada inicial faça referência a assuntos dentro de um tema em comum, como Ana Tinha Calça Grande, para Adenina, Timina, Guanina e Citosina.

Além disso, palavras-chaves que retomam tópicos mais complexos também entram no método mnemônico. Vale ressaltar que essa técnica é melhor para a fixação a curto prazo — e é uma boa pedida para revisões em final de semestre ou vestibulares.

Resumos e destaques

Claro que não há como ignorar os métodos de estudo mais tradicionais. Afinal, a eficácia é comprovada se o aluno apresenta familiaridade e compatibilidade com a estratégia. Entre essas formas, fazer resumos e destacar partes importantes do texto são ótimas opções para aumentar o repertório e focar as partes principais de cada tema.

Porém, evite grifar em excesso ou fazer um resumo muito grande. O ideal é pontuar apenas os trechos mais importantes do texto e, para o resumo, explicar de maneira sucinta a ordem dos acontecimentos, a definição de conceitos e os elementos-chave, que podem ser cobrados posteriormente.

Além disso, vale usar canetas coloridas, marcadores chamativos e itens que ajudem na visualização, tanto no resumo quanto no trecho destacado.

Testes práticos

Uma boa rotina de estudos mistura teoria e prática. Afinal, todos os assuntos poderão ser cobrados em provas finais, vestibulares, concursos ou mesmo em situações do dia a dia e no mercado de trabalho, sendo indispensável manter-se atualizado para não ser apanhado de surpresa.

Um dos métodos de estudo mais adequados para o entendimento e a fixação são testes práticos que comprovem a efetividade do estudo teórico. Para isso, é bom optar tanto pelas questões de múltipla escolha quanto dissertativas — o importante é procurar por perguntas extras de simulados e provas anteriores —, ou conversar com o professor e pedir sugestões de exercícios.

Assim, é possível se preparar para um nível diferente de cobrança. Afinal, o assunto pode ser cobrado de diversas maneiras, e isso exige que o estudante saiba usar as informações de acordo com o tipo de pergunta, evitando copiar definições de um livro e raciocinando sobre as possibilidades de respostas.

Uma dica é usar cronômetros para controlar o tempo de realização para cada questão, encontrando uma média condizente com as horas de prova. Outra indicação é refazer os exercícios, mesmo que seja difícil entender como chegar à resposta correta. Com isso, o aluno sai da zona de conforto e se prepara melhor.

Releitura

A primeira leitura de qualquer texto tende a ser dinâmica. Por isso, é comum não prestar tanta atenção ou não entender totalmente os conceitos. Quando se trata de informações complexas, esse tipo de leitura não é, nem de longe, suficiente para a construção dos conhecimentos.

Portanto, ler mais de uma vez é um método de estudo fundamental para o pleno entendimento dos enunciados. Então, em vez de parar na primeira leitura, repita-a quantas vezes forem necessárias para sua total compreensão.

Faça sucessivas leituras até conseguir se lembrar do que está escrito sem ter de consultar o material. A quantidade de repetições varia de acordo com cada estudante, por isso, é importante persistir.

Associação de imagens a conceitos abstratos

Essa técnica é considerada uma das mais poderosas estratégias de estudo, pois permite memorizar até os conteúdos ligados às matérias de exatas com mais facilidade. Isso inclui a memorização de algarismos que, devido à abstração, implica mais esforço para guardar na memória.

Para driblar essa dificuldade, crie uma associação entre os números e as imagens de objetos concretos. Feito isso com sucesso, ao pensar no número, você logo vai se lembrar da imagem associada.

Procure caprichar na criatividade, porque imagens mentais ricas, fortes e de colorido intenso são guardadas com mais facilidade.

Mapas mentais

Os mapas mentais são direcionados para organizar as informações, de forma a torná-las mais simples de assimilar. Isso é realizado com a representação de ideias e conceitos, desmembrados a partir de um tema central.

Esse método favorece a compreensão e a resolução de problemas, além de beneficiar a memorização e o aprendizado. O primeiro passo para você compor os seus mapas mentais consiste em anotar ou desenhar a ideia que será o tema central.

Em torno dela, faça balões e derive ramificações para abranger os pensamentos relacionados à temática. Crie o número de ramificações que considerar necessário, depois estabeleça as subdivisões importantes.

Construção de tabelas

Informações formatadas, semelhantes a quadros, constituem boas opções para ajudar você a fixar conteúdos, principalmente quando as matérias envolvem sistemáticas bem específicas.

Vamos a um exemplo disso: imagine uma matéria de Direito do Trabalho, para a qual você precise produzir uma tabela com colunas para anotar os princípios jurídicos que embasam os direitos trabalhistas, outra para os direitos previstos em lei, e assim por diante.

A elaboração pode ser feita com o desenho de um quadro, preenchido a partir da consulta dos seus materiais de estudo. Após compor a tabela, copie-a várias vezes e, concluída essa etapa, tente reproduzir os conceitos sem precisar fazer uma nova leitura.

Tal método de estudo se mostra valioso — especialmente para quem tem memória visual prevalente —, além de facilitar a fixação entre as partes de um conteúdo.

Gravação de áudios

Outra ótima maneira de reforçar os conteúdos é utilizar os recursos da sua audição, ou seja, ouvir o que deseja aprender. Esse jeito de intensificar a aprendizagem tem como base os estímulos auditivos, que colaboram para o cérebro fixar informações na memória de longo prazo.

Nesse sentido, o ideal é ler os conteúdos em voz alta e gravar as leituras. Depois, é só ouvir o mesmo assunto quantas vezes quiser, até assimilá-lo completamente.

Técnica Pomodoro

A técnica Pomodoro é uma das formas de gestão de tempo mais conhecidas, podendo ser aplicada com diferentes objetivos — inclusive, para melhorar os estudos. Ela consiste na divisão do tempo em blocos cronometrados de 25 minutos de atividade, intercalados com 15 minutos de descanso.

A grande vantagem dessa técnica é permitir ao estudante personalizar os tempos de acordo com as suas necessidades, desde que ele sempre intercale os exercícios com os momentos de pausa.

Método Robinson

O Método Robinson é uma forma de estudar em que as ações devem ser realizadas em etapas pré-estipuladas. Por conta disso, ele também é conhecido pela sigla EPL2R:

  • Explorar;
  • Perguntar;
  • Ler;
  • Rememorar e Repassar.

Na primeira fase, o aluno deverá explorar o conteúdo a ser estudado. A seguir, é o momento de fazer perguntas e levantar as suas dúvidas. Depois, ele deverá fazer uma leitura mais aprofundada e cuidadosa do material. Na última etapa, é o momento de garantir que o conteúdo foi fixado, repassando-o.

Como escolher um método de estudo?

Ao testar os métodos de estudo, é indispensável considerar que cada pessoa se adapta melhor a um tipo de estratégia. Ou seja, uma alternativa vai se revelar mais adequada do que outra, conforme o perfil e a necessidade.

Então, pode ser útil testar diversas metodologias a fim de encontrar aquela ideal à sua rotina e personalidade. Além disso, é possível ajustar as diferentes táticas a partir da eficácia dos resultados. Em todos os casos, o essencial é não se acomodar nem deixar atrasar o estudo das matérias!

Quais são as principais ferramentas para auxiliar em sua rotina de estudos?

Agora que você já leu sobre os principais métodos de estudo e como escolher o ideal para você, que tal conhecer algumas ferramentas para auxiliar ainda mais a sua rotina de estudos? Saiba mais sobre algumas delas a seguir!

Asana

Com o Asana, é possível não apenas separar por temas e relacionar os assuntos que precisam ser estudados, como também visualizá-los em um calendário completo. Além disso, a plataforma permite mudar o status das atividades conforme elas forem concluídas.

Trello

Outra plataforma que possibilita organizar o conteúdo a ser estudado é o Trello. Nessa opção, é possível não só organizar os conteúdos, como acompanhar o ritmo de aprendizado. Além disso, a plataforma permite o upload de arquivos de diversos formatos.

Google Drive

O Google Drive é ótimo tanto para quem precisa de um recurso gratuito para criar seus documentos, planilhas e apresentações de slides, quanto para quem necessita acessá-los em dispositivos diferentes.

Basta ter uma conta Google, e você terá acesso aos seus arquivos em qualquer smartphone, computador ou tablet conectados à internet.

Pomodoro Timer

Se você gostou da técnica Pomodoro apresentada neste texto, saiba que há aplicativos mobile que podem ajudar a colocá-la em prática. Um exemplo é o Pomodoro Timer, ele auxilia a controlar o seu tempo de atividade e de descanso, além de avisar quando cada intervalo deve começar e terminar.

Quality Timer

Acha que está passando muito tempo no celular olhando e-mails e redes sociais? O Quality Timer pode ser uma boa pedida. Esse aplicativo bloqueia as notificações do seu smartphone, ajudando você a focar os seus estudos.

SimpleMind

Por fim, o SimpleMind é um aplicativo mobile que contribui para você traçar seus próprios mapas mentais, além de possibilitar levá-los aonde você for. O resultado final é semelhante ao feito no papel, mas com muito mais praticidade e inclusões de vários “caminhos” até chegar na ideia principal.

Como vimos, são várias as alternativas de métodos de estudo para auxiliar você no aprendizado e na memorização das disciplinas. Basta escolher a que melhor se encaixa na sua rotina e colocá-la em prática o quanto antes!

Gostou de ler sobre esses métodos de estudo? Entre em contato conosco e conheça também nossos cursos. Temos certeza de que você encontrará uma opção para ajudar a atingir seus objetivos!

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