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O que vamos contar a você pode não parecer novidade, mas vamos lá: a graduação em Direito é um dos cursos mais queridinhos da área de Humanas. É aquele que, quando você conta para a família durante as festas de fim de ano que decidiu fazê-lo, todos se sentem orgulhosos.

Também pudera, né? Afinal, se tem uma coisa que nossa população preza é por bons profissionais que consigam garantir a justiça a qual todos os cidadãos têm direito! Isso sem falar que uma das profissões do futuro sempre será a de advogado!

Falando nisso, a boa notícia é que cada vez mais jovens querem seguir essa carreira. Estima-se que hoje, no Brasil, exista mais de um milhão de profissionais na área e esse número só tende a crescer.

Por que você não deve se preocupar com isso?

Relaxe. Apesar dessa quantidade gigantesca de pessoas formadas pela faculdade de Direito (mais tarde vamos explicar por que estamos falando dessa forma), as suas áreas de atuação, hoje, chegam a 48. E sim: elas só crescem. Para se ter ideia, em 1990 o estudante podia optar apenas entre 10 áreas (o que já é um número considerável, diga-se de passagem).

Acontece que, na medida em que a sociedade evolui, novas demandas jurídicas vão aparecendo. Atualmente, temos segmentos como Direito do Entretenimento, Direito Eletrônico, Direito da Informática e por aí vai. São necessidades que, há alguns anos, muitas pessoas sequer imaginavam que existiriam.

Então, por mais que realmente haja grande concorrência nessa área, as oportunidades e diversidades de opções são enormes. Aliás, é por isso que estamos aqui hoje! Por ter uma complexidade maior que algumas outras áreas, viemos falar um pouco sobre o curso de Direito, como ele funciona, quais são suas opções, qual a relação disso com a Ordem dos Advogados do Brasil etc.

Por isso, se você está um pouco perdido na vida e pensa na faculdade de Direito como solução para, pelo menos, alguns de seus problemas, venha conhecer mais sobre ela com este post. Ao final, podemos apostar que sua decisão será mais certeira que nunca. Vamos lá?

Como é o curso de Direito?

A primeira coisa que você precisa entender sobre a faculdade de Direito é que ela depende muito da instituição a qual você escolherá. Algumas oferecem esse curso de forma mais prática, outras prezam mais pela teoria e por aí vai.

Então, um fator que você precisa levar em conta na hora de tomar sua decisão é refletir sobre o seu perfil atual. O que você acha que combina mais com seu estilo de estudos? Uma surra de teorias e bagagens infinitas para seguir a área acadêmica, ou bastante prática para construir um plano de carreira de sucesso?

Mas, por hora, não se preocupe. Essa não é uma daquelas escolhas definitivas como as pílulas azul e vermelha de Matrix. Tem gente que quer os dois, tem alunos que acham que queriam alguma coisa e, quando começam a estudar, de fato, percebem que se dão melhor com outra opção. Por isso, saiba, também, que nada na vida, pelo menos nessa questão de curso superior, é definitivo, ok?

Tendo isso resolvido, vamos ao que interessa! Um curso de Direito possui, geralmente, 10 períodos, o que significam cerca de 5 anos, se você formar em tempo normal.

Os primeiros seis períodos, geralmente, são destinados a disciplinas mais gerais que, inclusive, correspondem a uma base curricular que é comum a todas as faculdades. São elas: Teoria do Estado, Teoria do Direito, Direito Constitucional, Direito Civil, Direito Penal, Direito Administrativo, Direito do Trabalho, Direito Processual e Direito Internacional. Não se preocupe que, mais para frente, vamos explicar de forma resumida do que cada uma delas trata.

Já os últimos períodos são dedicados a matérias mais específicas e, normalmente, é quando o aluno precisa escolher qual área quer se aprofundar. Porém, como já dissemos, essa dinâmica, assim como outras, depende muito do perfil de cada faculdade. Então, na hora de escolher onde você quer estudar Direito, leia as ementas do curso e tire suas dúvidas com a instituição.

Por fim, como em várias faculdades, são oferecidas disciplinas optativas que ajudam a cumprir o restante da carga horária obrigatória do curso. Pode apostar que essa é uma das partes mais divertidas porque, com elas, é possível descobrir novos gostos e talentos e desenvolver ainda mais os seus conhecimentos na área.

O que a faculdade de Direito ensina?

Bem, espera-se que, ao final do curso, você se torne um profissional capaz de orientar pessoas sobre processos jurídicos, de contribuir para a sociedade mais justa e, é claro, saber executar os procedimentos padrões da área. Alguns exemplos destes são as petições, recursos, peças iniciais, apelações etc.

Além disso, é natural que você consiga desenvolver algumas habilidades como retórica, argumentação, concentração, empatia e produtividade em função das demandas do curso. Afinal, é importante que um advogado, por exemplo, saiba falar em público, argumentar a favor de seu cliente, entender as dores deste e trabalhar duro para conseguir ganhar o caso.

Por isso que uma dica valiosa a todos os calouros sempre será: aproveite tudo o que a faculdade de Direito tem a oferecer. Explore as oportunidades, assista às palestras, tire suas dúvidas com os professores e garanta uma carreira bastante promissora!

Falando em o que um curso de Direito pode fazer por você, chegou a hora de aprofundar um pouco mais no assunto. Vamos começar, então, falando um pouco das diversas áreas de atuação as quais você pode escolher?

Pegue um café então e venha conosco.

Quais são as áreas de atuação do advogado?

Como já comentamos, atualmente existem cerca de 48 áreas de atuação que um advogado pode seguir. Logo, podemos propor uma coisa a você? Que tal começarmos pelas principais e, depois, mencionarmos o restante? Pode ser? Então vamos lá:

Direito Civil

Essa é a maior área do Direito Brasileiro e, é claro, também possui suas próprias especializações. São algumas delas: Direito Contratual, Direito das Coisas, Direito de Família, Responsabilidade Civil etc.

Como o próprio nome sugere, o Direito Civil representa os interesses particulares de cada indivíduo. Seu objetivo é determinar como o cidadão deve se relacionar com o próximo e, dessa forma, viver em sociedade. É o caso de questões como casamento, contratos, propriedades, divórcio, estatuto do nascituro, adoção, sucessão etc.

Direito Trabalhista

Esse é, talvez, uma das áreas mais importantes do Direito. É responsável por estabelecer regras entre empregados e empregadores. É o caso de normas simples como condições de trabalho, jornadas mínimas e máximas, recebimento de salário, décimo terceiro, vínculos empregatícios etc.

Um fato interessante é que, atualmente, esse é um dos ramos mais movimentados da profissão. Ainda mais em tempos de crise.

Direito Previdenciário

Já que estamos falando de trabalho, nada mais justo que mencionar a aposentadoria, né? Se você estava achando que essa era uma questão discutida pelo Direito Trabalhista, saiba que se enganou.

O Direito Previdenciário é aquele que garante Seguridade Social aos cidadãos. E o que isso significa? Bem, é o ramo que garante amparo às pessoas e suas famílias em casos de velhice, doença e desemprego. É o caso de pensão em caso de morte, proteção em casos de invalidez ou demissões involuntárias, proteção à maternidade etc.

Direito Penal ou Criminal

Sabe todos aqueles filmes hollywoodianos incríveis em que os advogados defendem seus clientes enquanto conversam com um júri? Bem, esse é o Direito Penal. Um dos casos mais famosos que se tem no Brasil de um julgamento digno de cinema foi o do goleiro Bruno.

Ele é um dos ramos que protege os bens jurídicos fundamentais de todo cidadão. São os casos que ferem o bem da “vida humana” como furtos, homicídios, violação à privacidade individual etc.

Outros

Ok, falamos um pouco sobre as principais áreas de atuação de um advogado. Agora, de forma resumida, vamos dar uma passada por todas elas? Prepare o fôlego e vamos nessa:

Direito Comercial ou Empresarial, Direito Tributário, Direito do Consumidor, Direito da Tecnologia da Informação, Direito Administrativo, Arbitragem Internacional, Direito Ambiental, Direito Comercial, Direito Contratual, Direito da Propriedade Intelectual.

Ufa! “Ah, mas vocês não falaram que eram 48 áreas?”. E são mesmo! Como explicamos no Direito Constitucional, alguns desses possuem suas próprias ramificações. E aí, são muitas. A boa notícia é que, como você está pensando se faz ou não uma faculdade de Direito, tudo de básico que é preciso saber está aqui!

Agora que já falamos um pouco sobre as áreas de atuação de um advogado, saiba que existem outras formas de aplicar o que você absorveu na faculdade. Afinal, nem todo mundo que estudou direito se tornará advogado. É o caso de professores, por exemplo.

Então, se você acha que todo aquele estereótipo de advocacia não lhe cai bem, venha entender o que mais você pode fazer com um diploma de Direito.

Qual é a diferença entre bacharel e advogado?

Saiba que o título que você recebe ao se formar na faculdade de Direito é de bacharel, e não advogado, viu? Mas calma que vamos explicar tudo direitinho para você.

O bacharelado nada mais é que um título que confere à pessoa formada capacidades e competências para exercer profissionalmente aquilo que aprendeu na faculdade. O advogado, por sua vez, é uma profissão que deve ser oficializada por meio da prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Sem ela, o indivíduo, por mais que seja bacharel em Direito, não pode advogar.

Então, caro leitor, se você quiser se tornar um desses advogados famosos, vai precisar passar nessa prova. Porém, não se desespere! Agora chegou a hora de aprender tudo sobre ela e ver que não se trata de um bicho de sete cabeças.

Preparado?

Como funciona a prova da OAB?

Pois é, não adianta nada ser um excelente estudante se você não souber como funciona essa prova, sua estrutura e a melhor forma de se preparar para ela. Então, pode dar aquela limpada nos óculos que o primeiro assunto que vamos abordar é o que você precisa saber sobre a parte técnica desse exame.

A prova da OAB é realizada, geralmente, três vezes ao ano. Ela, assim como outros tipos de exames, possui editais, os quais você deve prestar bastante atenção. Normalmente, eles são publicados em janeiro, maio e setembro, pouco tempo antes do dia da prova.

Uma boa dica que podemos passar a você é a seguinte: ainda no começo do ano, a Ordem costuma divulgar um cronograma com todas as datas em que os editais serão liberados e, é claro, as previsões de quando serão realizados os exames. Então, fique atento a essas datas e se programe com antecedência. Afinal, você só poderá fazer essa prova no final do curso (nos últimos dois semestres, especificamente), que é quando seu tempo fica mais curto (por causa de Trabalhos de Conclusão de Curso, estágio etc).

São quantas fases?

O exame é dividido em duas fases que são aplicadas em dias distintos. Apesar de cada uma ter suas próprias características, vamos falar primeiro sobre os pontos em comum entre elas que é o tempo de duração: cinco horas.

Para passar para a segunda fase, você precisa acertar pelo menos 50% da prova, o que equivale a 40 questões. Na primeira fase, todas as perguntas são de múltipla escolha e possuem quatro opções. As matérias cobradas nessa etapa estão no edital referente a ela, por isso é tão importante lê-lo com atenção. São elas: Ética, Filosofia do Direito, Estatuto da Criança e do Adolescente, Direitos Humanos, Direito Ambiental, Direito Tributário, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Internacional, Direito do Consumidor, Direito Civil, Direito Empresarial, Processo Civil, Direito do Trabalho, Processo do Trabalho, Direito Penal, Processo Penal.

Na segunda etapa, a prova é composta por 4 questões dissertativas e uma redação de peça profissional. Alguns detalhes importantes são os seguintes: nessa fase, ao contrário da primeira, você pode escolher qual a disciplina de preferência. As opções costumam ser as seguintes: Direito Administrativo, Direito Civil, Direito Constitucional, Direito Empresarial, Direito Penal, Direito do Trabalho e Direito Tributário.

A redação, por sua vez, tem como objetivo avaliar se o candidato consegue resolver situações-problema do cotidiano de um advogado. Por ser uma parte importantíssima dessa etapa, é importante que você saiba escrever bem, afinal, a banca também avalia isso. Então, lembre-se de prestar atenção em pegadinhas, falta de atenção e, principalmente, decorar as novas regras do acordo ortográfico. Assim, fica impossível fazer feio!

Por fim, as questões, juntas, valem 10 pontos, sendo 5 para a redação e 1,5 para cada uma das perguntas dissertativas. Você precisa, no total, fazer pelo menos 6 pontos.

A faculdade de Direito costuma treinar os alunos para essa prova?

Se você já ouviu alguns boatos de como essa prova é difícil, é preciso dizer que eles são um pouco verdade. Um estudo apontou que 75% dos aprovados nesse exame costumam tentar três vezes — e esse dado pode assustar qualquer um. Porém, quando você tira um segundo para refletir, percebe que esses resultados acontecem mais por despreparo ou desinformação do que outra coisa.

Então, uma coisa que um estudante de Direito deve ter em mente é que os conhecimentos que ele adquirirá na faculdade, dependendo de qual seja, podem não garantir aprovação nesse exame. Uma boa dica, nesse ponto, é procurar por faculdades que tenham o selo de recomendação da OAB. Assim, suas chances de ser aprovado aumentam.

Porém, como não é todo mundo que tem condições de pagar por uma faculdade de Direito de primeira, é importante entrar no curso com a ideia de que, se você quiser advogar, vai precisar se esforçar e estudar um pouquinho a mais nos últimos semestres.

É possível passar na prova da OAB antes de se formar?

Sim! Por mais caóticos que os últimos períodos possam ser, é possível ser aprovado no exame se você se organizar direitinho. Uma coisa não impede a outra. Uma dica bastante útil é a seguinte: caso você tenha muito medo dessa prova e ainda não tenha chegado ao 9º período, é possível fazer esse exame como treineiro. Assim, você já pode ir se acostumando com a dinâmica da banca examinadora.

Aliás, falando nela, vamos aos últimos pontos deste post sobre tudo o que você precisa saber sobre a faculdade de Direito? Vamos!

Quem organiza a prova da OAB?

A organizadora desse exame, desde 2010, é a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ela tem a fama de ter questões mais longas e cansativas, mas nada que já tenha matado alguém (e sinceramente, nada que você deva se preocupar por enquanto).

E por que você deve fazer o exame da OAB?

Bem, como já explicamos, para exercer a função de advogado é preciso ter a licença da OAB, que só é possível de conseguir por meio da prova. Então, somente após sua aprovação é que você conseguirá fazer seu registro na Ordem e adquirir sua carteira.

Tendo isso em vista, pense conosco: se você, ao optar pela faculdade de Direito, pensa em trabalhar para grandes escritórios de advocacia, empresas ou abrir seu próprio negócio no ramo, essa carteirinha da OAB é essencial. Logo, nesses casos, não é preciso nem pestanejar.

Agora, se você pensa em seguir outras alternativas que não a carreira jurídica, como concurso público ou dar aulas em cursinhos e/ou faculdades, mesmo assim é importante considerar que nunca se sabe o dia de amanhã. Vai que, depois de alguns anos, você decide que quer advogar? Ou então não encontra alternativa a não ser essa? O melhor seria já ter passado na prova da OAB, certo?

Aliás, um detalhe que você possa não saber é o seguinte: uma vez que você é aprovado no exame da Ordem, não é preciso repeti-lo. Ou seja: se você passar e decidir advogar só dali a 10 anos, basta cancelar sua inscrição e, depois desse período, reativar sua licença, voltar a pagar sua anuidade de registro e seguir em frente.

Por isso é que é tão importante fazê-la. Afinal, se em seis meses depois de formados já esquecemos algumas coisas básicas da faculdade de Direito, o que dirá em anos? Isso sem falar nas leis que vivem em constante mudança, né? Assim, confie em nós e já garanta o seu para não ter uma dor de cabeça a mais no futuro.

E o que você precisa saber antes de entrar para a faculdade de Direito?

O principal ponto é saber se é isso o que você realmente quer. Por isso, a dica de ouro que podemos dar é a seguinte: reflita um pouco sobre suas ambições, talentos, desejos e familiaridades. Alguns indicativos dessas coisas podem ser suas notas durante a escola em alguma disciplina específica, suas matérias prediletas e até mesmo um teste vocacional.

Além disso, alguns fatos clássicos sobre o curso de Direito são os seguintes:

Prepare-se para ler bastante, principalmente coisas mais entediantes e complexas como leis e pensadores prolixos;

Saiba que, após formar, você deverá continuar estudando, uma vez que as normas e leis vivem mudando ou se atualizando;

Entenda que, mesmo que existam várias áreas de atuação, a disputa será sempre mais complicada em função do número de pessoas que exercem essa profissão atualmente;

Tenha em mente que, por mais glamourosa que a profissão de advogado seja, você vai precisar trabalhar muito;

E, por fim, que se essa sua escolha for a certa, saiba que você está prestes a viver um dos melhores anos de sua vida!

Pronto?

E aí? Conseguiu entender direitinho tudo que gira em torno de uma faculdade de Direito? Tranquilo, né? As coisas mais importantes que você precisa saber sobre o curso estão aqui, então não precisa correr, nem se afobar. Se necessário, releia tudo com cuidado e reflita bem sobre qual decisão tomar.

É importante lembrar, mais uma vez, que não existem decisões definitivas, ok? E muito menos tempo perdido, afinal, todas as coisas que acontecem em nosso dia a dia são experiências valiosas para o futuro.

E aí, curtiu nosso post? Que tal deixar suas observações e preocupações aqui nos comentários? Assim, poderemos lhe ajudar com o que for preciso e, é claro, trocar várias figurinhas sobre o mundo do Direito!

 

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