Não conseguir identificar com qual profissão o seu perfil se encaixa mais ou ficar dividido entre duas ou mais carreiras pode dar um nó na cabeça de muita gente, é verdade. Contudo, são dúvidas que muitos jovens têm, em especial no final do ensino médio. Afinal, não é todo mundo que já bateu o martelo sobre o que quer fazer — algo que, acredite, é completamente normal! Não é à toa que muitos procuram fazer um teste vocacional para garantir que a escolha da faculdade será acertada.

Pensando nisso, reunimos os principais questionamentos sobre o assunto para esclarecer como ele é aplicado e como pode ajudá-lo nesse momento de incertezas e dúvidas constantes em relação ao seu futuro profissional. Acompanhe!

O que é um teste vocacional?

Se você é da turma que só ouviu falar a respeito do teste vocacional, mas não sabe ao certo o que ele é nem quem o conduz, pode relaxar! Vamos começar explicando isso, certo?

Ele nada mais é do que uma avaliação realizada por um psicólogo — já que utiliza técnicas e instrumentos regulamentados pelo Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (SATEPSI), do Conselho Federal de Psicologia — que envolve vários questionários e testes para explorar e elucidar quais são as suas afinidades, características, habilidades, necessidades e motivações.

Depois de levantados todos esses aspectos, o responsável pela aplicação do exame fornece a você um resultado que considera o seu perfil e as profissões que mais se encaixam com ele de acordo com uma escala de compatibilidade.

O teste vocacional traz um resultado definitivo?

Não, não traz. Como falamos há pouco, o resultado não é objetivo e nem diz que o campo de atuação no qual você deve se formar é direito, agronomia ou arquitetura e urbanismo, por exemplo. Ao contrário, ele é subjetivo e jamais determina ou mesmo impõe uma possível carreira, pois a decisão é exclusivamente sua.

Tudo o que ele faz é pôr ordem àquela bagunça na sua mente e mostrar de forma simples e clara com quais áreas você pode se identificar e, futuramente, trabalhar — visto que avalia a sua personalidade e os seus interesses pessoais.

Por exemplo, supondo que você seja do tipo metódico, que quer empreender, tem facilidade com números e gosta de trabalhar com pessoas, a sua avaliação muito provavelmente vai apontar que há uma maior compatibilidade com o segmento de negócios e que cursos desse ramo, como ciências contábeis e administração, são boas opções de graduação.

Qual a diferença dele para a orientação vocacional?

Agora que você já sabe o que é o teste vocacional, é hora de falar um pouco mais sobre orientação vocacional. Isso porque ambos costumam causar confusão na cabeça das pessoas, o que as leva a acharem que são semelhantes (e isso não é verdade).

Ao contrário do primeiro, a orientação vocacional representa um acompanhamento contínuo de um psicólogo que ocorre por meio de um número predefinido de sessões, geralmente entre 5 e 10.

Durante elas, você faz um exercício contínuo de autoavaliação e autoconhecimento para entender melhor o que espera da carreira e o que deseja alcançar na sua trajetória profissional. A partir disso, será mais fácil chegar a uma decisão de forma segura e, principalmente, consciente.

Para quem ele é recomendado?

Quando se fala em teste vocacional, há uma ideia de que ele seja destinado somente aos jovens, mas não é bem assim. O que acontece é que a grande maioria dos indivíduos que o realizam está fazendo ou concluindo o ensino médio, estando bastante indecisa sobre a escolha da faculdade.

Contudo, é cada vez mais comum que pessoas que já estão se graduando e até mesmo já estão no mercado de trabalho também se interessem em fazê-lo.

Afinal, há quem não esteja satisfeito com o próprio trabalho e queira recomeçar em outra área; quem descubra apenas no ambiente acadêmico qual a verdadeira vocação; quem achou que determinado curso era o ideal e descobriu somente ao decorrer das aulas que não há afinidade alguma com ele e por aí vai.

Por que fazê-lo antes de entrar para a faculdade

O motivo para isso é bem simples: ele vai ajudá-lo a tirar suas dúvidas, caso esteja indeciso entre duas ou mais áreas de atuação, e vai permitir que você enxergue com mais clareza a situação em que se encontra.

Sabe-se que o período do vestibular e do Enem costuma ser bastante frenético para muitos estudantes, com o dobro de matéria para estudar e revisar, os simulados realizados pelas escolas, a pressão de familiares e amigos, o nível de concorrência etc.

Dessa maneira, contar com um aconselhamento de um profissional é bastante útil não só para identificar seus pontos fortes/fracos e definir seus objetivos, mas, acima de tudo, prepará-lo emocionalmente para conseguir uma aprovação e começar sua vida universitária.

Como avaliar o resultado do teste vocacional

Nós já comentamos que o resultado do teste vocacional não é definitivo nem mesmo indica apenas uma só opção de curso. Na realidade, ele funciona como um meio para alcançar respostas, não a resposta em si. Justamente por isso, muitos jovens se questionam sobre como interpretá-lo corretamente.

Por essa razão, é fundamental que você faça uma pesquisa aprofundada sobre os campos de atuação que foram apresentados pelo exame. Investigue, por exemplo, como são os detalhes dos cursos (grade curricular, duração, estágio etc.) e quais são as perspectivas do mercado (salário, jornada de trabalho, taxa de ocupação etc.).

Além disso, você pode conversar pessoalmente com profissionais desse ramo para tirar dúvidas, pedir conselhos e questionar como é a rotina de trabalho deles.

Como você viu, o teste vocacional pode ser um grande aliado na hora de decidir qual carreira seguir. Portanto, nada de se acanhar e permanecer com dúvidas sem procurar ajuda, viu? Afinal, entrar na faculdade é um passo muito importante para o seu futuro profissional e, justamente por isso, é fundamental estar seguro do curso que escolheu.

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