Há alguns anos, entrar em uma instituição pública era a única opção para quem não podia pagar a mensalidade de um curso superior. Como as vagas no sistema público são muito limitadas, uma grande parcela da população ficava fora das faculdades.

Felizmente, essa realidade mudou. Na última década vivemos uma expansão do ensino superior no país e o número de brasileiros graduados cresce a cada ano. Para alavancar essa mudança, foram fundamentais os programas do Governo e a dinamização do mercado de faculdades privadas.

Hoje, quem não abre mão do sonho de receber o diploma — mas não tem dinheiro para pagar o curso — conta com diversas opções. Quer conhecer mais sobre elas? Neste post, vamos falar sobre financiamento próprio, ProUni e Fies. Aproveite!

Quais são as opções para quem não pode pagar a faculdade?

Além da maior oferta de vagas, as instituições particulares agregam vários benefícios para o estudante de graduação — como professores capacitados, infraestrutura de laboratórios e parcerias com empresas para a realização de estágios. Mas é possível aproveitar essas vantagens mesmo sem poder pagar as mensalidades? Sim.

Há duas opções básicas para os estudantes do país. Uma é a obtenção de bolsas de estudo, que funcionam como doações: esse dinheiro não precisa ser ressarcido. A outra possibilidade é o financiamento, que pode ser requisitado junto ao Governo Federal ou na própria faculdade. Nesses casos, você receberá um empréstimo para quitar o curso — e pagará apenas depois de formado. Conheça melhor as opções!

Programa Universidade para Todos (ProUni)

O ProUni é o maior programa de bolsas de estudos do Brasil. Ele foi criado pelo Governo Federal em 2004 e é voltado para os estudantes que fizeram o ensino médio em escolas públicas (quem teve bolsa para estudar em escolas particulares também pode participar).

O objetivo do projeto foi abrir as portas do ensino superior para os estudantes de baixa renda. E deu certo! Nos últimos anos, a realidade brasileira vem mudando bastante depois que muitas famílias formaram seus primeiros membros na graduação. Com mais matrículas, a rede de faculdades particulares também se desenvolveu e aumentou a qualidade.

O ProUni oferece bolsas integrais ou parciais, dependendo da renda familiar. A bolsa integral é concedida para pessoas com renda menor do que um salário mínimo e meio por pessoa, enquanto a bolsa parcial é oferecida para o estudante com renda maior, mas que ainda seja menor do que três salários mínimos por pessoa.

Para concorrer a uma bolsa por esse programa, os requisitos são: ter participado do Enem do ano anterior (tendo obtido média maior do que 450 pontos no exame e maior do que zero na redação), comprovar a renda familiar e não ter diploma da graduação ainda. A seleção é feita pelo Ministério da Educação (MEC), em um sistema próprio do ProUni.

Programa de Financiamento Estudantil (Fies)

O Fies é outro projeto governamental que fez muita diferença na expansão do ensino superior nos últimos anos. O programa de crédito educativo foi criado em 1976, reformulado em 1999 e ampliado a partir de 2003. Na última década, o programa se fortaleceu e milhões de estudantes terminaram sua graduação utilizando esse financiamento.

Diferentemente do ProUni, o Fies não concede bolsas de estudos, mas empréstimos. Assim, ele não é limitado a estudantes que tenham terminado o ensino médio em escolas públicas. O requisito é ter renda familiar menor do que três salários mínimos por pessoa. Podem ser concedidos créditos de 50% a 100% do valor do curso.

Para pedir o financiamento, o estudante já deve estar matriculado em uma faculdade. É importante confirmar se a instituição está cadastrada no sistema do Fies e se foi avaliada satisfatoriamente pelo MEC. Se estiver tudo correto, basta o candidato interessado fazer a inscrição no site do programa.

O Fies é concedido para estudantes que tenham participado de, pelo menos, uma edição do Enem a partir de 2010, com resultados acima dos 450 pontos no exame e nota superior a zero na redação. Uma vez concedido o crédito, é assinado um contrato com a Caixa Econômica Federal ou com o Banco do Brasil.

O financiamento estudantil tem condições muito facilitadas, como taxa de juros bem mais baixa e parcelamento estendido. O estudante só começa a pagar a dívida depois de formado, tendo uma carência de até dezoito meses para iniciar as mensalidades. Depois da carência, tem início a amortização da dívida, dividida em até três vezes o período de duração do curso.

Financiamento próprio da instituição

Com a expansão do ensino superior, a demanda pelo Fies foi maior do que a oferta — e o programa enfrentou algumas dificuldades. Desde 2014, ele passou por algumas mudanças e está mais difícil obter o crédito, principalmente para quem procura um curso fora das áreas prioritárias definidas pelo Governo (formação de professores, engenharias e medicina).

Nos últimos anos, muitos estudantes não conseguiram o financiamento. Para solucionar essa questão, as faculdades passaram a oferecer programas de crédito estudantil, em parceria com bancos ou financeiras privadas. Assim, cada instituição de ensino superior pode coordenar seus próprios benefícios. É possível se informar sobre isso diretamente na faculdade.

Antes de escolher a modalidade de financiamento, é importante conhecer todas as condições oferecidas pela faculdade e pelo banco. Tire todas as suas dúvidas, leia atentamente as cláusulas do contrato e estude a taxa de juros e os valores das parcelas. Organize as prestações no seu orçamento para garantir que você honre com o pagamento do crédito.

Além de financiamentos, muitas faculdades oferecem uma série de facilidades para que os estudantes consigam pagar o curso. É o caso, por exemplo, da concessão de descontos ou da oferta de estágios — para os alunos que ainda não entraram no mercado de trabalho, essa é uma ótima renda para pagar as mensalidades.

Para decidir entre as opções, estude seu orçamento e suas possibilidades. Se você tem condições de pagar pelo menos um valor de mensalidade, converse com o setor financeiro da faculdade e conheça os descontos oferecidos. Assim, talvez não seja necessário pedir empréstimos. Caso o desconto não seja suficiente, recorrer ao financiamento é a melhor opção.

Conhecendo as vantagens e os requisitos do financiamento próprio, ProUni e Fies, você pode avaliar cada um e aproveitar as facilidades de acesso ao ensino superior. O seu sucesso profissional está mais perto do que nunca! Que tal dividir essas informações com seus amigos? Compartilhe o post nas redes sociais!

Facebook Comments