Ser promovido à gerência é o sonho de muitas pessoas pela possibilidade de alcançar uma posição de relevância dentro da empresa, obter rendimentos maiores e conquistar mais prestígio social. Para tanto, são requeridas algumas habilidades de um gestor.

Por ser uma posição importante, você assume muitas responsabilidades e fica encarregado de comandar diversas pessoas e atividades. É justamente aí que surge uma dúvida frequente: quais habilidades de gestor devo desenvolver para ter uma boa atuação profissional?

Pensando nisso, listamos 11 das competências mais marcantes que não podem faltar em alguém que almeja a gerência de uma organização. Acompanhe para saber quais são elas e como você pode desenvolvê-las (ou mesmo aprimorá-las)!

1. Capacidade de tomar decisões

Um gestor deve ter uma excelente capacidade de tomar decisões, já que passará com frequência por situações delicadas que envolvem uso de recursos internos, negociações, mudança de fornecedores, desligamento de funcionários e muito mais.

Sem isso, ele enfrentará incertezas por medo de errar e, consequentemente, se tornará incapaz de guiar a própria equipe, principalmente em períodos de recessão. Consegue imaginar o quanto esse comportamento pode ser caótico? Por isso, se você deseja chegar à gerência da empresa em que atua, comece desde já a mostrar proatividade nas suas decisões.

Aprenda a encarar riscos não como potenciais barreiras que vão impedir o seu trabalho, mas como chances de mostrar a sua visão empreendedora, a sua liderança e o seu conhecimento de mercado (ainda mais no que diz respeito aos concorrentes).

2. Bom nível de comunicação

Outra das habilidades de gestor é ter um bom nível de comunicação. Isso porque você vai supervisionar e comandar o trabalho de diversas pessoas diariamente. Logo, a sua fala deve ser clara e objetiva — para não gerar interpretações dúbias e direcionada para cada público, considerando que nem todo mundo tem o mesmo nível de conhecimento sobre logística, softwares, finanças, marketing e por aí vai.

Por esse motivo, é essencial que você consiga se expressar e se fazer entender para não gerar dificuldades de cooperação entre colegas e, principalmente, ruídos que provoquem fofocas no setor. Cursos de oratória, por exemplo, são uma ótima pedida para aprimorar sua comunicação verbal e não verbal, especialmente no cenário empresarial. Vale a pena fazê-los!

3. Habilidades técnicas na área de atuação

Além do que já foi falado, é imprescindível que um gestor tenha habilidades técnicas na área de atuação, uma vez que ele será responsável por definir ações, metas, objetivos, projetos, parcerias, equipes e muitos mais dentro do setor. Do contrário, ele pode dificultar o trabalho de inúmeros trabalhadores e até mesmo colocar em risco o crescimento e a lucratividade da companhia.

Portanto, ele deve ter um conhecimento teórico e técnico sobre a profissão, contar com uma vasta bagagem cultural e estar por dentro das tendências e inovações do meio. A melhor forma de conseguir tudo isso é, sem dúvidas, investindo na própria formação.

A graduação o prepara para ingressar no mercado de trabalho e a pós-graduação lato sensu o ajuda a se qualificar para ser um especialista e/ou um profissional apto a gerenciar em qualquer ambiente corporativo. Trabalhe o seu currículo e conquiste ótimas habilidades.

4. Saber delegar tarefas

Uma quarta competência extremamente útil é saber delegar tarefas. Isso porque, enquanto chefe, você não pode favorecer amigos com tarefas mais simples e práticas, muito menos assumir uma postura carrasca que sobrecarrega os colaboradores com incontáveis atividades. É preciso ter um equilíbrio para não afetar a organização, a produtividade e a eficiência do seu setor.

Para tanto, fique atento aos seus subordinados para identificar aqueles que têm mais familiaridade com determinada função, os que são mais proativos, os que possuem características específicas (como domínio sobre programas, plataformas e sistemas virtuais), os que estão passando por momentos delicados na vida pessoal e aqueles que estão se adaptando ao clima organizacional da empresa. Assim, a divisão de tarefas será mais justa.

5. Liderança inclusiva e participativa

Ao assumir a gestão dentro de uma organização, muitos profissionais falham por achar que, pelo fato de serem gestores, já são automaticamente líderes — o que é um grande erro! Embora as duas palavras sejam tratadas constantemente como sinônimos, na prática, elas são bem diferentes. Gerenciar está ligado a ter poder de comandar, supervisionar e delegar tarefas.

Liderar, por sua vez, vai além, pois está relacionado ao ato de guiar pessoas sem se autoafirmar a todo o momento como um superior delas. É tomar decisões que beneficiam e envolvem a equipe, estimular o desenvolvimento dos colaboradores e ser alguém que motiva quem está ao redor a fazer um trabalho cada vez melhor.

Portanto, se você deseja ser um líder, comece a praticar a empatia, a capacidade de ouvir o que o outro tem a dizer e assumir o papel de porta-voz entre os seus colegas.

6. Equilíbrio emocional

Não podemos deixar de citar o equilíbrio emocional. Basta lembrar que não é porque você assume um cargo de gerência que está livre de cobranças ou pressões, ao contrário! Sempre haverá alguém que está acima de você na hierarquia da companhia e que vai querer ver resultados positivos desde o seu primeiro dia na função.

Logo, ter um autocontrole e saber lidar com os próprios sentimentos é indispensável para não se deixar ser afetado, transparecer fraquezas para os seus subordinados e ficar incapacitado de tomar as ações que deveria. Nesse aspecto, o coaching de carreira e, principalmente, a psicologia — por meio da terapia — podem ser de grande ajuda para que você desenvolva a resiliência e esteja preparado para essa nova etapa profissional.

7. Oferecer e receber feedbacks

Oferecer e receber feedbacks também faz parte das habilidades de um gestor de qualidade. Isso porque é papel do líder direcionar o trabalho da equipe, mostrar modos para a sua execução e, posteriormente, conversar sobre os pontos positivos e negativos da tarefa executada.

Essa atitude simples auxilia o desenvolvimento dos colaboradores e melhora muito a qualidade do trabalho: é por meio dos feedbacks que o time consegue avaliar quais atitudes devem ser desenvolvidas e quais devem ser deixadas no passado.

Da mesma forma, um bom gestor deve estar aberto a receber feedbacks. Seja em relação ao modo de condução da liderança, à divisão de tarefas ou aos canais de comunicação existentes na empresa, todo assunto pode ser passível de uma análise feita pela equipe. Estimule o diálogo e saiba o que os colaboradores têm a dizer.

8. Ter iniciativa e proatividade

Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, quem não tem iniciativa e proatividade acaba ficando para trás. Sobretudo no dia a dia de um gestor, essas duas características precisem estar fortemente presentes.

A iniciativa é essencial para que o profissional não espere atitudes serem tomadas ou que outras pessoas proponham reuniões ou ideias para solucionar determinado problema — é do gestor que se espera a tomada de iniciativa. Já proatividade tem relação com colocar em prática as ideias pensadas. O profissional proativo tem destaque em seu ambiente de trabalhos justamente por se mostrar como um colaborador ativo.

9. Identificar e reter talentos

Outro importante papel do gestor é saber identificar e reter talentos, essencial para manter o nível de excelência da equipe. Isso significa que o bom líder avalia constantemente os profissionais de seu time e identifica as características de cada um.

Esse papel deve ser realizado mesmo em uma grande empresa: quando há uma alta quantidade de colaboradores, o gestor deve identificar os profissionais de destaque para, então, oferecê-los melhores condições de trabalho ou promover esse grupo de colaboradores.

A importância da retenção de talentos tem relação direta à continuidade de um bom trabalho executado, além da desnecessidade de renovação da equipe. Esse último fator significa tempo e energia economizados, considerando que a busca por novos profissionais e o treinamento do time demandam um bom espaço na agenda.

10. Mediar e resolver conflitos

Em qualquer empreendimento, independentemente da área de atuação, há conflitos no cotidiano. Isso porque a convivência de diversas pessoas diferentes no mesmo ambiente pode acabar gerando situações adversas — relacionadas ou não ao trabalho.

Mais uma vez, é papel do líder a busca pela mediação dos conflitos, e ela deve ser realizada de forma pacífica. Além de promover o diálogo, o bom gestor precisa ouvir ambas as partes envolvidas no problema para, então, tomar a atitude necessária.

11. Promover conexões e criatividade

Por fim, o ambiente de trabalho precisa ser propício para a realização das tarefas diárias. Além de um bom espaço físico, é preciso que a equipe sinta-se conectada: pessoas mais satisfeitas em seus ambientes de trabalho aumentam o nível de produção e cumprem as suas tarefas com qualidade.

Sabendo disso, o bom gestor deve estimular as interações entre a sua equipe. Pausas para o café durante o expediente são ideias que podem ser levadas adiante, inclusive para celebrações do time ou happy hours depois do trabalho. Promova conexões e criatividade e tenha ótimos resultados.

Como deu para perceber, há diversas habilidades de um gestor que você deve ter para ocupar um cargo de liderança e conseguir manejar com sucesso funcionários, projetos, metas e contas em qualquer tipo de organização. Por isso, não deixe de se atualizar sobre o mercado, dar continuidade em sua formação e investir no desenvolvimento de novas competências. Arregace as mangas e bom trabalho!

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