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Entregar o texto perfeito — digno de nota máxima — é o desejo e o desafio de todo estudante que vai encarar o vestibular. Claro que escrever bem vai além do emprego correto da gramática e ortografia, pois exige articular uma série de competências. Essa complexidade assusta mesmo. Porém, tranquilize-se: técnicas de redação simples e eficientes podem ajudá-lo a pontuar bem.

A nota da redação, afinal, faz toda a diferença. Em provas como a do Exame Nacional do Ensino Médio, ENEM, a pontuação atribuída a ela pode ter até peso 3, a depender do curso escolhido, para seleção no Sistema de Seleção Unificada, o Sisu.

Conheça a seguir 15 desses métodos capazes de aumentar as suas chances de passar, bem como as dicas imperdíveis de ortografia, coesão e coerência que vão garantir a você o melhor resultado!

1. Entenda quais aspectos são analisados na redação

Compreender quais pontos são avaliados na produção de uma redação para vestibular é o começo certo. Saiba, então, que será preciso estudar o tipo de gênero textual cobrado, já que cada um apresenta características próprias.

O seu domínio gramatical também será observado, assim como os demais conhecimentos do uso da linguagem escrita. Aspectos como regência e concordância — além da correta ortografia e pontuação — são mais pontos julgados.

E, acima de tudo, sua capacidade de estruturar os pensamentos de maneira que faça sentido — coerência e coesão.

Sobre esses espinhosos assuntos, elencamos dicas valiosas: você as encontrará logo após a 15º estratégia, não deixe de conferir!

2. Exercite a leitura

Essa é a técnica de redação mais tradicional e despretensiosa de todas, constando em praticamente todos os manuais. Mesmo assim, vale destacar a sua importância, pois uma boa escrita depende de muitas horas de leitura.

Isso porque, ao ler, você percebe e assimila como o texto se estrutura, amplia seu repertório de palavras e se familiariza cada vez mais com os padrões formais da língua.

Interpretação — fator elementar para entender o enunciado do tema proposto — é outro exercício praticado com a leitura.

3. Escreva sempre

Mais uma dica fácil de seguir, que não demanda grandes sacrifícios, porém, traz importantes resultados: faça da escrita cotidiana sua grande aliada. Anote pensamentos, escreva cartas, comece aos poucos.

Com isso, você vai enxergar suas dificuldades e, a partir desse diagnóstico, saberá direitinho no que precisa evoluir. Mantenha um registro dessa atividade — para poder comparar como você escrevia no início e depois.

Essa estratégia serve para deixar claros os elementos que tiveram evolução, e aqueles que ainda devem ser trabalhados. Assim, fica mais fácil concentrar seus esforços nos pontos fracos.

4. Treine o formato pedido no vestibular

Depois de exercitar bastante a escrita livre, comece a treinar no formato do vestibular, com introdução, desenvolvimento e conclusão. Essa sequência é fundamental, por isso, não invente soluções.

O espaço destinado à redação é mais um aspecto a considerar, já que escrever menos do que é exigido significa perder pontos. Por outro lado, as linhas excedentes são desconsideradas.

Geralmente, os vestibulares pedem textos de, no máximo, 30 linhas (divididas em parágrafos), portanto, prepare-se para ficar nesse limite.

5. Use clareza e objetividade a seu favor

Na tentativa de escrever “bonito”, a maioria dos estudantes utiliza expressões desnecessariamente complicadas e, na hora de construir conceitos, acaba entrando em um verdadeiro labirinto.

Esse erro, embora bastante comum, é grave, pois deixa a mensagem confusa — e até mesmo impossível de entender.

Então, nada de enfeitar demais a sua redação — vá direto ao ponto! Use termos de fácil compreensão, apresente as informações de maneira clara e objetiva, sem muitos rodeios e repetições.

6. Construa períodos curtos

Um período não pode ser longo demais — com muitas orações e sem ponto final —, pois, nesse caso, você corre o risco de se perder no meio do caminho e colocar seu texto em sérias dificuldades.

A explicação: as estruturas sintáticas complexas — ou seja, os períodos longos — tendem a conter mais de um pensamento. E isso pode confundir o leitor, gerar ambiguidades e outros problemas relacionados à coesão e à coerência.

Pontuação adequada (como vírgulas) e concordância são outros elementos textuais geralmente comprometidos em períodos longos. Por isso, use orações curtas em seu texto, a fim de minimizar os riscos de errar.

Confira abaixo algumas dicas para alcançar esse objetivo:

  • tópicos frasais, mesmo simples e curtos, não podem dispensar as informações necessárias à compreensão do enunciado;

  • artigos indefinidos e pronomes possessivos devem ser evitados, para não ocasionar dúvidas quanto ao substantivo e evitar ambiguidades;

  • pronomes demonstrativos, quando substituídos por artigos, conferem mais leveza à frase;

  • fuja dos pronomes indefinidos: seu uso costuma conduzir à generalização da mensagem.

7. Use dados e exemplos para embasar a argumentação

Para dar credibilidade à argumentação, corrobore as afirmações com fatos coerentes com a realidade. Fundamentar o texto em exemplos, apontar casos, enriquecer sua escrita com dados e informações é recurso dos mais úteis para convencer o seu leitor.

Portanto, aumente sua bagagem cultural e dê toda a atenção às notícias e assuntos da atualidade. Nesse caso, jornais, revistas e artigos confiáveis da internet são fontes úteis.

8. Conclua com propriedade

A hora de concluir o seu texto é determinante para um todo coeso e, consequentemente, para uma nota alta. Vale mais esse esforço para gabaritar, não é mesmo?

Então, termine da maneira certa: todo fechamento segue um padrão, devendo retomar o tema, além de mostrar uma relação entre as ideias apresentadas e sua finalização.

9. Releia o material com calma

Você deu o melhor de si e escreveu um texto que acredita conter tudo o que foi solicitado. Hora de passar a limpo, entregar e respirar aliviado, certo? Errado! Nada de se precipitar: leia e releia o material com a maior concentração.

Essa técnica ajuda a eliminar as redundâncias (aquelas ideias que se repetem) e encontrar os errinhos que passaram despercebidos no decorrer da escrita. Cuidado, ainda, para não se esquecer de transcrever algum trecho, senão o todo arrisca perder sentido.

10. Atente à sua letra

De nada adianta você seguir as 10 técnicas trazidas aqui, se o corretor não puder entender o que foi escrito. Escrever com letra legível é um pormenor que nem sempre é considerado pelo vestibulando, mas, com toda a certeza, é essencial para pontuar bem!

Se está na dúvida, apele para a letra de forma: ela é permitida e pode ser a maneira de se fazer entender.

11. Preste atenção ao tempo

Aprender a estimar quanto tempo você leva em simulados ou mesmo a estudar em casa ajuda a aperfeiçoar o período de que necessita para fazer provas e conseguir obter nelas o melhor desempenho.

Para as redações de vestibular, afinal, é necessário calcular muito bem, já que no mesmo dia é imprescindível responder a um número grande de questões de múltipla escolha — e quem não se programa bem pode ter dificuldade para gerenciar esse tempo.

Uma boa dica é usar o cronômetro do celular e estipular metas do que seria o tempo ideal para escrever e revisar. Com essa percepção, você chega ao dia da prova com mais serenidade para solucionar todos os problemas de modo otimizado e consegue, até mesmo, deixar mais alguns minutos reservados para refletir sobre alguma questão complicada.

12. Encontre um leitor

Se possível, eleja um leitor para seus materiais, preferencialmente alguém com nível de escrita superior ao seu.

Esse é um ótimo exemplo de técnicas de redação, já que uma opinião externa nos ajuda a enxergar erros que provavelmente não perceberíamos sozinhos.

Converse com algum amigo seu ou professor que tenha domínio da escrita, peça comentários construtivos e considere cada um deles. É errando que se aprende! Portanto, não tenha vergonha de ser acompanhado durante esse processo.

13. Debata com seus amigos

Para redações argumentativas, que caem com frequência em vestibulares, é imprescindível desenvolver uma boa retórica.

Pensando nelas, embora o treino ainda seja o aspecto mais importante da preparação, o debate, seja oral ou até mesmo via mídias sociais, ajuda a melhorar sua elaboração de argumentos.

Ao ser contrariado ou questionado, você passa a refletir com mais clareza sobre os temas que são solicitados nos textos.

14. Assista a filmes e a documentários

Além de manter o hábito da leitura, assistir a filmes e a documentários, uma excelente prática de lazer, também amplia seu repertório quando esses são históricos ou até mesmo contemporâneos, desde que baseados em temas relevantes para se solicitar em um vestibular.

Às vezes, por exemplo, ver um filme associado à preservação do planeta pode ter aquilo de que você precisa para justificar seu ponto de vista com coerência.

15. Informe-se sobre diferentes gêneros textuais

Embora as redações argumentativas ainda sejam as mais solicitadas nas provas, há algumas universidades que pedem gêneros diferentes a fim de solicitar do vestibulando técnica e habilidade para fugir de padrões e, ainda assim, executar um bom teste.

Entre os exemplos, é possível citar cartas, verbetes, comunicados e, com a popularização dos ambientes digitais, até mesmo textos para blogs e para publicação em redes sociais.

Dica extra: cuidado com o português

Agora que você já domina as estratégias para compor a sua redação nota 10, vamos elencar 5 dicas de português essenciais à qualidade do seu texto. Acompanhe!

1. Familiarize-se com a grafia das palavras e expressões

A forma de escrita das palavras segue a ortografia, que nada mais é do que a ação de escrever segundo as normas gramaticais. Na hora de escrever um texto formal, como o do vestibular, conhecer e saber aplicar as regras ortográficas vai aumentar suas chances de pontuar bem.

Como há palavras e locuções que costumam gerar dúvidas na hora da escrita, fizemos uma lista para ajudar você a evitar os erros mais comuns:

  • descriminar e discriminar: descriminar é inocentar /discriminar é estabelecer diferenças, especificar;

  • a fim e afim: afim indica igual, semelhante/ a fim indica finalidade, propósito;

  • ao encontro e de encontro: ir ao encontro é concordar/ ir de encontro é colidir;

  • mas e mais: mas é conjunção adversativa, equivale a porém, contudo, entretanto/ mais é pronome ou advérbio de intensidade, opõe-se a menos;

  • mal e mau: mal é advérbio e o contrário de bem/ mau é adjetivo e o contrário de bom;

  • onde e aonde: onde é o lugar em que se está ou que se passa o fato/ aonde indica movimento;

  • demais e de mais: demais tem sentido de muito/ de mais equivale ao contrário da expressão “de menos”;

  • senão e se não: senão tem sentido de “caso contrário” e “a não ser” / se não tem sentido de “caso não”;

  • “na medida em que” e “à medida que”: na medida em que equivale a porque, já que, uma vez que/ à medida que indica proporção;

  • abaixo e a baixo: abaixo indica lugar menos elevado, inferior /a baixo significa “para baixo”.

2. Estabeleça coesão no seu texto

Para “costurar” bem o seu texto, ou seja, fazer com as ideias sigam um encadeamento possível de entender, é preciso conferir coesão a ele. Para isso, é indispensável usar elementos conectivos, que deem clareza à argumentação.

3. Seja coerente em seus enunciados

Para suas ideias se completarem e fazerem sentido, você deve construir frases, orações e parágrafos de maneira coerente. Entenda que os pensamentos, quando transcritos, têm de se completar, aparecendo em uma sequência lógica. Essa concatenação, quando interrompida por contradições ou mudanças na linha de raciocínio, quebra a coerência textual.

4. Saiba quando não ocorre a crase

A ocorrência de artigo contraído com preposição ou pronome demonstrativo, marcada pela crase, tem muitas especificidades. Portanto, uma boa maneira de utilizar corretamente o acento grave invertido em cima do “a” é saber quando ele é rigorosamente proibido:

  • antes de palavras masculinas;

  • antes de verbos;

  • antes de pronomes pessoais;

  • antes de nomes de cidade que não aceitam o artigo feminino;

  • antes da palavra casa: quando “casa” significa o próprio lar;

  • antes da palavra terra: quando “terra” significar solo;

  • antes das expressões com palavras repetidas: com em dia a dia e mês a mês.

5. Use os porquês da maneira correta

Sabe por que o porquê acima está escrito junto e com acento circunflexo? Porque ele é um substantivo! Ainda confuso? Perceba as diferentes formas e usos dos porquês!

  • porquê: substantivo, significa “motivo”, “razão”, aparece sempre antecedido por determinante, que pode ser um artigo, pronome, adjetivo ou numeral;

  • porque: conjunção causal ou explicativa, tem significado equivalente a “pois”, “uma vez que”;

  • por que: junção da preposição por + pronome interrogativo que, com sentido de “por qual razão” ou “por qual motivo/ junção da preposição por + pronome relativo que, terá o significado de “pelo qual”;

  • por quê: antecedido por ponto final, interrogativo ou exclamação, o por quê recebe acento, preservado o sentido de “por qual motivo”, “por qual razão”.

Esses são apenas alguns dos tópicos em que é mais comum que estudantes apresentem dúvidas. Todos os conhecimentos gramaticais e ortográficos adicionais, entretanto, auxiliam a aumentar a qualidade do texto e a convencer aqueles que o avaliam de que o candidato é apto a ser um bom estudante de graduação, com domínio sobre a capacidade de se expressar e qualidade na escrita.

Com as 15 técnicas de redação e as dicas aqui elencadas — somadas à sua firme determinação de receber nota máxima —, é só arregaçar as mangas e partir para a ação. Seu empenho e dedicação farão toda a diferença nessa etapa que antecede o Ensino Superior. Portanto, não descuide: é a sua faculdade que está em jogo!

Agora que você já sabe como fazer para gabaritar na redação do vestibular, compartilhe essas dicas com seus amigos nas redes sociais!

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