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Você já deve ter ouvido falar que a correção do Enem não é feita de forma tradicional, como são as correções das suas provas no colégio. Na escola, seu professor somas as questões certas e dá rapidamente a sua nota, não é? No ENEM, as coisas são um pouco mais complexas.

E por que isso acontece? Ora, milhões de estudantes do Brasil inteiro se inscrevem para o exame. Imagine você como é difícil organizar as notas de tanta gente! Por isso, o instituto organizador da prova utiliza uma teoria que dá pesos diferentes às questões, diminuindo o número de empates entre os candidatos.

Quer entender de uma vez por todas como o peso das questões do ENEM é calculado? Nós explicamos!

Teoria de Resposta ao Item (TRI)

Existe uma ciência muito complexa por trás das notas do ENEM: a estatística! As provas tradicionais são corrigidas segundo a Teoria Clássica, que é bem simples: existe um valor máximo (geralmente 10) e são analisados os números de acertos e erros para dar uma nota bruta para o aluno. Vamos supor que você faz uma prova de 10 questões e erra duas; sua nota será 8,0.

O ENEM, no entanto, utiliza a Teoria de Resposta ao Item. É ela que explica o motivo de você não conseguir saber a sua nota final apenas corrigindo o gabarito disponível no site depois da prova.

Mas, por que isso acontece? Porque, no cálculo da Teoria de Resposta ao Item, três elementos influenciam na nota:

  • o número de acertos;

  • o peso de cada questão;

  • a análise da consistência do participante.

O número de acertos nós sabemos o que significa. Vamos, daqui para a frente, entender os outros dois pontos:

Como se calcula o peso das questões do Enem?

O exame tem um banco com milhões de perguntas que já foram testadas. Depois dos testes, cada questão é classificada em relação ao nível de dificuldade. Na prática: as perguntas menos acertadas nesse teste são consideradas as mais difíceis — e têm um peso maior na prova, ou seja, valem mais pontos.

E a consistência, o que é?

Como o peso das questões do Enem é diferente para cada questão, o ENEM consegue analisar estatisticamente o seu nível de conhecimento. É simples: se você acerta as questões mais difíceis, é de se esperar que também consiga responder às mais fáceis. Se isso não acontece, entende-se que você acertou as perguntas complicadas de forma casual (no bom português: chutou a resposta). Em razão disso, essas questões terão menor peso na sua nota. Saiba mais sobre o assunto no próximo tópico.

Régua de medição

Para calcular a consistência nas respostas, o ENEM usa uma escala imaginária — chamada de régua de medição. Imagine uma régua que vai do nível mais fácil ao mais difícil, tendo a nota 500 como referência no meio.

Como as questões são classificadas por nível de dificuldade, a régua possibilita analisar o nível de conhecimento de cada participante. A aprendizagem é considerada linear, ou seja, entende-se que, se você consegue responder questões sobre assuntos complexos da matemática, por exemplo, também saberá os mais simples.

Mas de que forma isso influencia na nota?

No cálculo do peso das questões do Enem, atribui-se um maior ou menor escore para cada questão, a depender da sua consistência geral. Vamos supor que você e seu amigo acertaram o mesmo número de questões, e você até acertou questões mais difíceis do que ele, mas também errou algumas bem fáceis, enquanto ele se manteve consistente. No fim, é possível que a nota do seu amigo seja um pouco maior do que a sua. Na verdade, você pode ter uma nota menor mesmo tendo acertado mais questões do que ele.

Sistema “Antichute”

Sim, o ENEM pode identificar chutes. Quando falamos da régua de medição e da consistência na prova, estamos falando também desse sistema. Quando você acerta questões difíceis “na sorte”, ou seja, quando alguns acertos fogem do padrão de sua régua, o corretor analisa que aquelas respostas não são compatíveis com o seu nível de conhecimento.

Nesse caso, mesmo acertando perguntas muito difíceis, o sistema de cálculo do peso das questões do Enem impede que a sua nota, naquela questão, seja igual à dos participantes mais consistentes.

Imagine que, na análise geral das respostas, a sua consistência é acertar questões até o nível 500 e, de repente, aparece um acerto em uma pergunta de nível 700 — ela será identificada como um chute. Porém, fique tranquilo. O fato de chutar algumas questões não vai atrapalhar a sua nota e esse acerto não chega a ser desconsiderado.

Notas máximas e mínimas

Outra coisa bem importante de entender é que o ENEM não funciona com notas de 0 a 10, como é na escola. Para saber se você foi bem ou mal no exame, é preciso considerar, como parâmetro, as notas máximas e mínimas para cada área de conhecimento, divulgadas no site do ENEM junto com os resultados individuais.

É mais fácil de entender com um exemplo prático: se na prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, você conferiu que a nota máxima ficou em 786,5, e a sua nota individual foi 648,4, significando que você foi bem, conforme o cálculo do peso das questões do Enem.

É como se você tivesse tirado nota 6,5 em uma prova que vale 8 pontos. Nada mal, não é? Aí podemos pensar: mesmo que alguém acerte todas as 45 questões de uma prova, a nota obtida nunca será 1000? Isso mesmo!

Considerando todo o cálculo do peso das questões do Enem que explicamos nos itens anteriores, isso faz com que a nota máxima seja variável. Apenas a nota de redação funciona no modelo tradicional: vai de zero a 1000.

Esquema de correção

Depois de saber como funciona a Teoria de Resposta ao Item, você já deve ter percebido que a correção da prova do ENEM não é nada simples! Para calcular a nota de cada participante, é preciso ter um conhecimento profundo em estatística e contar com o apoio da tecnologia.

Para garantir a integridade dos resultados, são realizadas três correções diferentes da prova: três grupos de especialistas em estatística realizam e conferem os cálculos. Ao final, você pode checar o resultado no site, recebendo cinco notas — referentes às provas de cada área de conhecimento e da redação.

E por falar em redação, vamos tratar das especificidades da sua correção, prossiga lendo!

Correção da redação

Aqui, o cálculo da nota também é diferente do, geralmente, feito na escola, já que não depende apenas de itens como ortografia e gramática. Na produção escrita, os corretores do ENEM vão avaliar mais do que o seu conhecimento do uso da língua portuguesa, atribuindo sua nota de acordo com 5 competências.

Cada uma delas vale de zero a 200 pontos, então, para produzir a tão sonhada redação nota 1000, você precisa estar atento a todas as competências cobradas. Confira, a seguir, uma síntese dessas competências:

Dominar a norma-padrão da língua escrita

Escrever conforme as regras para a escrita em língua portuguesa tem grande valor, na hora de prestar o ENEM. Mas, o que é a “norma-padrão”? Veja, esse conceito está vinculado a ideia da existência de uma língua modelo, representada na gramática normativa.

Essa linguagem se afasta da coloquialidade, da maneira como você fala nas situações cotidianas. Portanto, na sua redação, nada de se expressar como nas redes sociais ou com a mesma informalidade usada nas conversas com seus amigos.

Identificar e desenvolver o tema conforme pedido

Compreender o tema e o recorte temático é fundamental para produzir um texto que pontue bem, caso contrário você pode até ter sua redação zerada. Algumas estratégias facilitam entender o que é solicitado, entre elas identificar os verbos no imperativo, pois costumam ser boas pistas para entender o que é esperado que você escreva.

Fazer uma leitura no estilo fichamento, na qual você destaque os termos principais, ajuda a entender a temática a desenvolver, já que permite enxergar os pontos centrais propostos.

Selecionar e articular ideias

Sua capacidade de escolher as ideias e dar a elas uma sequência que faça sentido é avaliada nesse item. Sua forma de articular conhecimentos para sustentar e defender o seu ponto de vista, de maneira clara e coerente, sempre ligada à temática, vai render uma boa pontuação à sua redação.

Cuidado para não entrar em um emaranhado de pensamentos, pois, nesse caso, torna-se difícil construir um todo coeso e coerente. Passar de um conceito a outro sem estabelecer uma “ponte”, e abusar das repetições também são posturas contraindicadas.

Fazer a redação no gênero dissertativo-argumentativo

A redação do Enem é no gênero dissertativo-argumentativo. Esse gênero demanda argumentar para defender a ideia exposta no desenvolvimento, com a finalidade de convencer o leitor sobre o ponto de vista abordado.

O seu objetivo, nessa competência, é demonstrar conhecer o gênero textual e conseguir desenvolver a redação de acordo com ele. Assim, tenha em mente defender seu ponto de vista em relação a determinado assunto, apoiando suas opiniões em explicações e argumentos.

Propor uma solução/intervenção

Calma, não é esperado que você resolva uma problemática complexa em poucos minutos: a solução, nesse caso, é um caminho a seguir no sentido de amenizar ou solucionar a questão. Essa proposta deve ser convincente, ter relação com a tese construída e com os argumentos empregados ao longo do texto.

Perceba que estabelecer coerência entre as partes é muito relevante para a proposta de solução. Exemplo: se você não mencionou escola e família no desenvolvimento, apontar essas instituições como agentes da solução do problema pode ser considerado incoerente.

Ao propor ações, leve em conta o respeito aos Direitos Humanos, importante aspecto que, se contrariado, arrisca zerar a sua nota.

Dicas para se sair bem no Enem

Estar por dentro do peso das questões do Enem e das competências avaliadas na redação é fundamental para você entender o que esperar do exame. Para aumentar ainda mais as suas chances de pontuar alto, siga as dicas abaixo:

1. Leia o edital com máxima atenção

Sabe o hábito de clicar em qualquer “aceito” que surge na tela do computador ou celular, sem parar um tempinho para ler o que vem antes? Pois bem, abandone essa prática, ao assumir sua postura diante do Enem.

Comece a mudança pela leitura do edital, documento que comunica todas as regras do Exame. Nele estão instruções que vão desde a cor da caneta que você vai poder usar até os impedimentos para acesso à prova.

2. Treine com exames de anos anteriores

Familiarizar-se com o formato das provas do Enem e os temas que aparecem nas redações é um meio eficaz de chegar ao dia da prova mais tranquilo e mais bem preparado. Nesse sentido, busque provas de edições passadas, leia os enunciados, tente responder às perguntas.

Treine sua escrita, sempre contabilize o tempo gasto com as respostas às questões e para redigir os textos. Durante esses treinos, procure perceber seus pontos fracos e concentre neles seus estudos.

3. Planeje seus estudos

Separar dias e horários exclusivos para os estudos, criar uma rotina de acesso aos conteúdos, praticar leiturae escrita é elementar para pontuar alto no Enem. Dedicar uma parcela regular do seu tempo a uma imersão nas disciplinas e matérias vai turbinar seus conhecimentos já adquiridos.

Quanto àqueles que não estiverem tão bem assimilados, quando detectados eles podem ser retomados e aprendidos. Ponto a mais para você, na batalha para entrar na faculdade!

4. Separe um tempo para o lazer

O estresse representa um autêntico vilão, quando o assunto é a capacidade de aprender, fixar e demonstrar conhecimentos. Para evitar esse mal, estude muito, porém, sem descuidar de “arejar” a cabeça. Claro, com atividades saudáveis, que favoreçam o seu processo de preparação para as provas.

Nesse caso, as indicações ficam por conta de passeios ao ar livre, exercitar o corpo e até mesmo assistir alguns episódios da série preferida — só não vale fazer maratona e procrastinar os estudos, certo?

5. Pare de estudar um dia antes de fazer as provas

Essa é clássica, mas muita gente descuida: largue livros, cadernos e tudo o mais relacionado às provas, ao menos 24 horas antes de sua realização. Aproveite essas horinhas para se alimentar, beba bastante água e durma o suficiente para acordar descansado e bem-disposto no dia do exame.

Acredite, essa é a maneira certa de preservar os conhecimentos construídos e não colocar todo seu esforço a perder. Para confirmar, estudos da Carnegie Mellon University (instituição de ensino e pesquisa de Pittsburgh, Estados Unidos) apontam que o excesso de estímulos pode prejudicar os efeitos do aprendizado.

Agora, você entende como se faz o cálculo do peso das questões do ENEM. Mantenha o foco nos estudos e garanta uma boa consistência para conquistar a sua aprovação no ensino superior! No ENEM, continua se saindo melhor quem estuda mais!

Está se preparando para prestar Enem pela primeira vez ou já tem alguma experiência com esse exame? Comente aqui conosco!

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