Você está decidindo qual faculdade deve fazer e acha que Psicologia pode ser o curso ideal? Com certeza essa é uma ótima escolha. Afinal, trata-se de uma graduação muito completa e uma profissão fundamental nos dias de hoje. Para entrar no clima da carreira, um dos primeiros ensinamentos que você pode ter é que existem diversas abordagens da Psicologia.

Cada uma representa uma teoria própria, com seus modos de compreender o homem e a sociedade. Assim, cada uma delas foi construída por teóricos diferentes e se baseia em técnicas particulares. Com isso, os estudantes do curso também precisam, em algum momento da sua formação, escolher uma abordagem para chamar de sua.

Então, que tal se adiantar e já conhecer as principais teorias da Psicologia? Confira as informações deste post e veja com qual delas você se identifica mais!

1. Psicanálise

Essa, provavelmente, é a abordagem da Psicologia mais conhecida pelas pessoas em geral. Sigmund Freud é o nome do teórico que a desenvolveu — e que é famoso até hoje, inclusive em muitas expressões bem-humoradas (como o clássico “Freud explica”).

Todo o reconhecimento que Freud recebeu não foi à toa. Em sua época, ele revolucionou a área da saúde ao propor tratamentos diferenciados para as questões emocionais. Em um período no qual a ciência médica não dava muita atenção para os processos mentais, ele criou uma teoria bastante completa sobre o funcionamento do psiquismo.

O conceito central do pensamento freudiano é o inconsciente. Segundo ele, muitas das emoções e dos comportamentos humanos têm causas desconhecidas pela pessoa, já que estão fora do nível da consciência racional. Nesse contexto, fazer terapia com um psicanalista permite que o paciente conheça melhor seu inconsciente e compreenda o que vive de maneira mais profunda.

A principal estratégia clínica da psicanálise é a fala e uma de suas características marcantes é que não se configura como um tratamento diretivo. A terapia com essa abordagem parte da associação livre, ou seja, estimula que o paciente fale sobre o que quiser, sem muitas intervenções do psicólogo.

2. Humanismo

O humanismo é outra das abordagens da Psicologia mais conhecidas. Na verdade, ele funciona como uma corrente de pensamento que reúne várias abordagens — como a Terapia Centrada na Pessoa e a Gestalt-Terapia. Elas partem de uma base filosófica comum (principalmente ligada ao existencialismo e à fenomenologia).

Uma das principais características do humanismo é o foco no momento presente. Nesse ponto, ele se difere da psicanálise, já que ela busca interpretar os acontecimentos atuais a partir do olhar aos primeiros anos de vida do paciente. Na faculdade de Psicologia, você vai aprender que os terapeutas humanistas fazem o caminho contrário: compreendendo o passado a partir do momento atual.

Além de dar atenção especial ao modo como a pessoa se sente hoje, outro fator importante para o humanismo é a relação terapêutica. Os princípios da teoria estimulam que o psicólogo se esforce para deixar de lado suas pré-concepções sobre o paciente para se aproximar ao máximo da experiência pelo ponto de vista dele.

Os terapeutas dessa abordagem podem usar, além da fala, diversas estratégias clínicas. São comuns, por exemplo, técnicas artísticas e trabalhos corporais. Apesar de também não ser um tratamento diretivo, o profissional é mais ativo na terapia — ele se mantém presente no diálogo e realiza intervenções quando julga necessário.

3. Behaviorismo ou Psicologia comportamental

Mais uma das principais abordagens inseridas no mercado de trabalho de Psicologia é a teoria comportamental. Entre as três que citamos até aqui, essa é considerada a linha de tratamento mais diretiva, pois foca no comportamento observável e tem o objetivo claro de modificar padrões de vida do paciente.

O desenvolvimento do behaviorismo se deu a partir, principalmente, dos teóricos Watson e Skinner. Em sua época, eles consideraram experimentos de comportamento animal para compreender como as pessoas reagem ao que acontece em suas vidas. Assim, construíram teorias que explicam o comportamento humano a partir dos estímulos recebidos e das consequências geradas pelas ações.

A terapia com um psicólogo comportamental se baseia na análise do comportamento do paciente e visa perceber e transformar aqueles que são disfuncionais, ou seja, que trazem dificuldades e sofrimento para a pessoa. Por isso, o terapeuta nessa abordagem é mais presente na relação.

Ou seja, o psicólogo faz intervenções mais diretas e, inclusive, pode propor atividades para que o paciente realize em casa entre as sessões de terapia. Na clínica, ele costuma usar diversas técnicas para que a pessoa perceba e modifique os próprios comportamentos. Assim, a terapia não se baseia apenas na fala.

4. Terapia cognitivo-comportamental

Essa abordagem é um desdobramento do behaviorismo. Ela foi desenvolvida por Aaron Beck e integra a base comportamental a conhecimentos das neurociências. Com isso, foi desenvolvida uma teoria que relaciona os pensamentos, as emoções e os comportamentos humanos, ampliando a terapia comportamental clássica.

Para os teóricos da terapia cognitivo-comportamental (TCC), os pensamentos estão intimamente relacionados a como as pessoas vivem e aos sofrimentos emocionais que elas têm. Por isso, o psicólogo da TCC não foca apenas na modificação de comportamentos, mas de padrões de pensamento que estão na origem deles.

O psicólogo parte da ideia de que problemas de ansiedade podem estar relacionados, por exemplo, a pensamentos disfuncionais de baixa autoestima ou medo excessivo. Assim, o objetivo da terapia é identificar esses padrões e ajudar o paciente a modificá-los para que seja possível diminuir os sintomas e viver com mais qualidade.

Semelhante ao behaviorismo, essa também é uma terapia bastante diretiva. Ela funciona a partir de objetivos que são estabelecidos entre o psicólogo e o paciente. Dessa forma, as sessões são estruturadas em torno dessas metas e o profissional utiliza diversas técnicas e atividades para intervir nos problemas trazidos pela pessoa.

Percebeu como as abordagens da Psicologia podem ser muito diferentes entre si? Ainda assim, todas elas apresentam bons resultados nas diversas áreas de atuação do psicólogo. Para escolher entre as teorias, o indicado é que o estudante reflita sobre a que mais se aproxima da sua compreensão dos aspectos humanos. Assim, ele se prepara para ajudar seus pacientes da melhor maneira como profissional dessa área.

Este post ajudou a entender um pouco mais sobre a faculdade? Então temos uma ótima indicação para continuar suas leituras no tema: confira nosso conteúdo sobre por que escolher a graduação de Psicologia!

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