Entenda a importância da inteligência emocional na aprendizagem

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Entrar na faculdade traz uma série de mudanças para as nossas vidas. Adquirimos mais responsabilidades, lidamos com prazos apertados, enfrentamos matérias complicadas e a ansiedade só aumenta. Para passar por tudo isso com mais tranquilidade, só usando a inteligência emocional na aprendizagem.

O conceito dela é bastante difundido pelo psicólogo Daniel Goleman e está ligado à forma como lidamos com as nossas próprias emoções e as dos outros. A habilidade é muito importante, então, conversamos com Idiane Turra Tuni, coordenadora de Psicologia na UCEFF, que nos trouxe algumas reflexões sobre o tema. Acompanhe!

O que é inteligência emocional?

Inteligência emocional é a competência de lidar bem com nossas emoções e as dos outros, de modo a não deixar que situações negativas atrapalhem algum aspecto da nossa vida. Ela é dividida em 5 pilares, que são:

  • autoconhecimento: permite conhecer quem somos, como e quando nossas emoções se manifestam;
  • autocontrole: é o manejo das emoções não podemos, por exemplo, explodir à toa;
  • automotivação: precisamos encontrar, dentro de nós, o impulso para continuar com nossos objetivos;
  • empatia: é entender que o outro tem o direito de sentir e pensar diferente é, também, saber se colocar no lugar dele;
  • relacionamento interpessoal: é o ato de saber se relacionar bem em todos os contextos.

Qual é o papel da inteligência emocional na aprendizagem?

A inteligência emocional na aprendizagem tem papel importante e estratégico. É com a ajuda dela que nos controlamos para não destratar um professor que nos deu nota baixa, que conseguimos trabalhar em grupo e que temos motivação pessoal para estudar, sem a necessidade de alguém nos mandar fazer isso.

“Um estudante com inteligência emocional bem desenvolvida tem, por exemplo, melhor relação com o próximo e uma considerável diminuição de ansiedade e estresse. Ele, também, se compromete e se responsabiliza por seus compromissos, conseguindo manejar melhor seu tempo. Tem boa autoestima e sabe lidar com situações desafiadoras. Consequentemente, tudo isso facilita seu aprendizado”, destaca Idiane.

Quais são os reflexos do desenvolvimento da inteligência emocional no mercado de trabalho?

É senso comum muitos verem o trabalho como algo muito formal, associando-o à necessidade de agir, em todas as situações, pelo lado racional e deixar as emoções de lado no momento de uma decisão importante. No entanto, Idiane acredita que as coisas não são bem assim.

“Quando você sabe lidar bem com suas emoções, é possível maximizar o desempenho. Uma pessoa automotivada, por exemplo, consegue melhorar sua produtividade, pois saberá como encontrar prazer no trabalho, o que torna a rotina muito mais leve”.

Compreender mais de si, aumentando o autoconhecimento, também é importante, pois temos a oportunidade de mudar os pontos fracos e fortalecer as virtudes. “A inteligência emocional tem tudo a ver com carreira e sucesso na vida profissional”, completa a coordenadora de Psicologia da UCEFF.

Quais são os benefícios da inteligência emocional?

São diversos os benefícios da inteligência emocional e podemos resumi-los da seguinte forma!

Aumenta a produtividade

A ansiedade, a cabeça cheia de problemas e o cansaço mental afetam nossa produtividade. Há momentos em que nos cobramos demais e outros em que nossa falta de concentração impede deixar os estudos em dia. Ter inteligência emocional na aprendizagem nos faz entender, melhor, como equilibrar todos os lados da nossa vida, para que a produtividade esteja sempre no nível adequado.

Melhora o relacionamento interpessoal

Não são raras as histórias de estudantes que tiveram grandes problemas ao precisar estudar em grupo. Brigas e nervosismo diante da elaboração de uma atividade ou da apresentação de um trabalho são situações corriqueiras. A inteligência emocional ensina a lidar melhor com os colegas, a ter empatia em casos propícios e a conseguir se impor, quando isso for necessário.

Diminui a ansiedade

A gestão de todas as emoções está ligada à inteligência emocional. A ideia não é controlar o sentimento, a ponto de impedir que ele exista, mas sim saber lidar com ele, quando aparece. Tendo habilidades em manejar, consequentemente, as emoções impactam menos em nossa vida e garantimos alta performance na faculdade e no trabalho.

O que fazer para desenvolvê-la?

Desenvolver a inteligência emocional na aprendizagem pode não ser a tarefa mais simples, mas é possível, a partir de um empenho diário. Veja algumas ideias!

Adquira mais autoconhecimento

O primeiro passo, segundo Idiane, é olhar mais para si: “comece observando seus próprios comportamentos e pense sobre eles. Para isso, pergunte-se: ’em quais situações eles costumam acontecer?’, ‘por que determinadas situações fazem eu me sentir assim?'”.

Descubra estratégias para lidar com as situações

Um autoconhecimento mais apurado trará indícios do que fazer para lidar melhor com as situações, nas próximas vezes. “Alguns deles podem se tornar estratégias de enfrentamento. Os exercícios de controle da respiração são ótimos exemplos, pois são fáceis e trazem um bom efeito para a ansiedade e o estresse”, completa a coordenadora. Ler sobre assuntos relacionados, como Psicologia Positiva, também ajuda na criação de estratégias.

Trabalhe a autoestima

A boa autoestima envolve, antes de tudo, a autoaceitação. É importante aceitar que todos somos imperfeitos em certos aspectos, mas isso não significa que nosso valor seja baixo. Também, é preciso autoconfiança para acreditar na própria capacidade de conquistar os objetivos sonhados.

Pratique a resiliência

A resiliência tem relação com a capacidade de conseguir lidar com problemas, imprevistos e situações difíceis, sabendo manejar as emoções e, ao mesmo tempo, continuando firme. Na faculdade e no trabalho, há momentos em que enfrentaremos desafios e, se não houver resiliência, deixamos de crescer e de aproveitar oportunidades.

Desenvolva a empatia

Uma das melhores formas de cultivar a empatia é se abster de julgamentos precipitados e desenvolver o interesse por descobrir mais sobre assuntos ou opiniões contrárias às suas. Ler livros a respeito de conceitos relacionados a direitos humanos ou se interessar em saber os motivos das escolhas de determinadas pessoas também são ótimos começos.

Como praticar a inteligência emocional na aprendizagem?

Não existem segredos. A dica é entender como o conceito é aplicado no aprendizado e, a partir disso, lançar a si mesmo alguns desafios diários, até que a habilidade se torne mais habitual. Por exemplo, se a dificuldade está na produtividade, pelo fato de você ter tendência a deixar todos os trabalhos para a última hora, seria interessante dividir a atividade em partes. A cada meta atingida, dê a si um pequeno presente.

Por fim, é importante lembrar que, ultimamente, muito se fala sobre soft skills e no quanto elas serão ainda mais importantes no mercado de trabalho. Por isso, desenvolver inteligência emocional na aprendizagem é uma boa forma de garantir mais sucesso profissional. “A única pessoa responsável pelas consequências dos próprios atos é o indivíduo. Então, cabe a ele se preocupar com isso”, finaliza Idiane.

A UCEFF tem alguns cursos — de graduação, pós-graduação e de extensão — que trabalham aspectos relacionados à inteligência emocional, como Psicologia e Planejamento do Tempo. Caso precise de informações, é só entrar em contato!

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