Ingressar no ensino superior é o sonho de milhares de brasileiros. Mas infelizmente, são muitos os que não têm condições financeiras de arcar com os gastos de uma graduação.

A notícia boa é que, para ajudar essa parcela da população, existem muitas linhas de crédito estudantil que são oferecidas tanto pelo poder público quanto pela iniciativa privada.

Por meio delas, o estudante pode receber um empréstimo com juros baixos e boas condições de pagamento que ajuda a pagar as mensalidades de um curso superior por determinado período. Para isso, ele precisa se comprometer a quitar a dívida dentro do prazo estipulado.

Separamos, neste post, as principais opções de financiamento estudantil e explicamos quais são os caminhos para consegui-lo e, assim, tornar o seu sonho uma realidade. Confira!

Quais são as opções de financiamento?

Fies

O Programa de Financiamento Estudantil desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC) é destinado, principalmente, a estudantes de baixa renda. Para ser contemplado pelo FIES, é necessário obter uma pontuação média de, pelo menos, 450 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não zerar a redação. O interessado precisa ter realizado a prova a partir de 2010.

Os contratos estabelecidos a partir deste ano seguem novas regras, sancionadas no fim de 2017. Agora, o programa está dividido em três modalidades. Na primeira delas, a taxa de juros é igual a zero. Têm direito ao benefício estudantes de qualquer lugar do país com renda familiar de até três salários mínimos por pessoa.

Para alunos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste com renda familiar per capita de até 5 salários mínimos, há outra modalidade com taxas de juros de 3% ao ano. Interessados que pertencem à mesma faixa de renda, mas moram em outras regiões do país, também têm direito ao financiamento — porém, as taxas de juros são similares às dos bancos privados.

O crédito estudantil oferecido pelo Fies pode ser integral ou parcial. As prestações começam a ser pagas assim que o aluno se forma e começa a trabalhar. Funciona assim: o valor é descontado diretamente na folha de pagamento e pode chegar a até 30% do salário.

O prazo de pagamento poderá chegar a 14 anos. As informações sobre o processo seletivo estão no site do Fies.

PRAVALER

Esse é um dos programas de crédito estudantil privado mais tradicionais do Brasil. Por meio dele, é possível financiar até 100% das mensalidades a juros que variam entre 0% e 2,19% ao mês, dependendo do curso e da faculdade.

Em instituições de ensino que já têm convênio com o PRAVALER (atualmente são mais de 500), o processo de liberação do crédito costuma ser mais rápido e as condições de financiamento podem ser mais vantajosas.

O contrato é semestral e o prazo para o pagamento da dívida é equivalente ao dobro do período financiado. Ou seja, para cada semestre pago com a ajuda do programa, o aluno tem um ano para quitar a dívida.

A diferença desse financiamento para o Fies é que ele também pode ser usado para cursos técnicos e pós-graduações, além de não ser necessário ter feito o Enem.

Para ser aceito pelo PRAVALER, o aluno precisa comprovar renda familiar mensal equivalente a, no mínimo, duas mensalidades do curso. Além disso, é necessário ter fiador e tanto ele quanto o estudante precisam estar com o nome limpo. Quem atende a essas premissas pode se cadastrar no site do programa e aguardar a análise de crédito.

Bancos

Entre as modalidades de empréstimo e financiamento que essas instituições oferecem, também está a de crédito estudantil. Para contratar o serviço, basta ser cliente e ter um bom histórico de crédito no mercado. Alguns bancos têm convênios com faculdades privadas, o que facilita o processo.

As condições do financiamento e o prazo para quitar o empréstimo variam a cada instituição. Mas a maioria deles, assim como no PRAVALER, segue um modelo que dilui a despesa de um semestre ao longo do ano.

Os juros serão maiores do que os praticados nas outras alternativas, por isso é bom ter cuidado para não se endividar. Esses financiamentos podem ser vantajosos para quem não fez o Enem ou não atingiu uma boa pontuação no exame.

Como evitar se endividar?

Comprometer-se com um financiamento estudantil, principalmente o de uma instituição privada, é mergulhar numa grande dívida por um longo prazo. Por isso, antes de assumir essa responsabilidade, é importante avaliar cada alternativa e suas condições de pagamento para saber qual delas se encaixa melhor à sua realidade.

Compare o Custo Efetivo Total de cada opção de financiamento, ou seja, a soma de todos os juros e taxas cobrados. Depois de batido o martelo, faça um planejamento financeiro considerando sua renda e o tempo do financiamento.

Construir uma poupança antes de fazer esse investimento é uma medida prudente. Mas para quem não tem como juntar dinheiro, vale pedir ajuda da família e fazer um esforço para economizar ao máximo durante o período. O principal é avaliar periodicamente se as parcelas ainda cabem no orçamento.

Quais são as vantagens do crédito estudantil?

As opções de financiamento estudantil são mais vantajosas e menos restritivas que os empréstimos bancários tradicionais. Afinal, são destinadas, na maioria das vezes, a pessoas com pouca renda ou que ainda dependem financeiramente da família.

Em caso de imprevistos, as condições costumam ser mais flexíveis e facilmente negociáveis. Assim, o sonho de fazer um curso superior fica mais palpável.

Por meio desses programas, é possível investir em qualificação para buscar bons postos no mercado de trabalho e, logo, ter um retorno satisfatório do investimento.

Em alguns casos, a concessão do crédito estudantil evita que o estudante divida seu tempo entre a graduação e o trabalho. Dessa forma, ele pode se dedicar integralmente aos estudos e melhorar o rendimento acadêmico.

São muitas as opções de crédito estudantil disponíveis no mercado, para todos os perfis. As próprias instituições de ensino, muitas vezes, também oferecem programas de financiamento aos seus alunos.

É o caso da UCEFF, que disponibiliza o programa CREFÁCIL: uma linha de crédito que financia 50% da mensalidade. Para conseguir o financiamento, basta estar matriculado na instituição e atender os requisitos descritos no regulamento. O pagamento só se inicia após a formação acadêmica.

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