Quando terminamos o ensino básico somos tomados por uma sensação muito gostosa de dever cumprido. Afinal, foram pelo menos 12 longos anos de escola que resultaram em muito aprendizado e, não podemos deixar de dizer, num diploma.

Ao mesmo tempo, esse sentimento vem acompanhado da dúvida sobre o que fazer a seguir.

Se você busca um bom nível financeiro ou uma carreira promissora, na qual você possa se sentir não apenas útil e produtivo, mas também realizado, é bem provável que o próximo passo seja o ingresso em uma instituição de ensino superior.

Fazer uma faculdade vai abrir oportunidades, além de proporcionar várias ferramentas e experiências que serão fundamentais para seu crescimento profissional e pessoal.

Ainda assim, como entrar no ensino superior?

De um lado, os vestibulares das instituições públicas são bastante concorridos e exigem muito tempo de preparação. E nem sempre há uma Universidade pública perto de casa.

De outro, as mensalidades das universidades particulares podem não caber no orçamento de sua família.

Talvez você não saiba, mas é possível estudar em uma Instituição de Ensino Superior (IES) particular mesmo que, a priori, você e a sua família não possam arcar com as mensalidades do curso desejado.

Caso não seja possível negociar uma bolsa parcial com a faculdade, você ainda pode recorrer ao crédito estudantil.

No post de hoje, vamos falar sobre como o financiamento universitário pode ajudá-lo a atravessar essa etapa tão importante da formação profissional — que é o curso de graduação — e tudo o que você precisa saber para não deixar essa oportunidade passar. Confira!

As vantagens de cursar uma universidade particular

Se você já está convencido da necessidade de cursar uma faculdade e já encontrou um curso com o qual você se identifica, resta, então, escolher a instituição na qual você vai estudar.

De acordo com dados do Mapa do Ensino Superior de 2015, a quantidade de instituições de ensino superior no Brasil mais do que dobrou de 2000 a 2013. Em 2013 já eram quase 2.400 IES com quase 6 milhões de alunos matriculados em cursos presenciais no ano anterior.

Isso significa um grande aumento não só no número de vagas, mas também no número de possibilidades para a sua formação.

Dessa forma, mesmo que você não more em um grande centro urbano, é bem provável que o curso dos seus sonhos seja oferecido em uma faculdade perto de você.

Esse crescimento sensível no ensino superior é, em grande parte, mérito da expansão das instituições privadas no mercado. Essas faculdades e universidades apresentam grandes vantagens em relação às públicas, porque com elas você:

  • poupa tempo;

  • garante o conforto;

  • e se prepara melhor para o mercado.

Vamos explicar cada um desses pontos a seguir, veja só:

Fuja do cursinho

Alguns vestibulares são famosos por serem muito difíceis, e mesmo a implantação do Sisu — que usa a nota do Enem para selecionar os candidatos para a grande maioria das universidades públicas — não tornou mais fácil o ingresso nos cursos mais concorridos.

Isso significa que, se você quer ser aprovado em algumas dessas instituições,é necessário atingir notas altíssimas nas provas e, provavelmente, adiar os seus planos por, no mínimo, um ano — para se dedicar à revisão dos conteúdos do ensino médio e às aulas do cursinho.

Ao optar por uma universidade particular, as suas chances de ingressar no ensino superior aumentam bastante.

Se você organizar bem os estudos durante o Ensino Médio, as chances de conseguir uma vaga são bem maiores, poupando o investimento incerto de tempo e dinheiro que envolve a preparação para o vestibular de uma universidade pública.

Não se mude para estudar

Além de ser mais fácil ingressar numa IES particular, comparado a uma Federal, provavelmente há uma faculdade privada perto de sua casa!

Dessa forma, não há a necessidade de mudar de cidade para estudar — e ter de dividir apartamento com pessoas que você não conhece.

Sair de casa envolve não só uma diminuição no conforto do estudante, mas também um aumento dos custos — com aluguel, compras, almoço, além dos livros e materiais de estudo.

Morando sozinho, você vai precisar de tempo para trabalhar, cuidar da casa, cozinhar, fazer supermercado e muitas outras obrigações. Morando com os seus pais ou responsáveis, essas tarefas e responsabilidade podem ser mais facilmente compartilhadas e sobra tempo e dinheiro para investir em uma faculdade.

Foco no mercado de trabalho

Para que uma IES se torne uma universidade, ela precisa incorporar, em suas atividades, o ensino, a extensão e a pesquisa. As universidades públicas são bastante conhecidas por se destacarem na área da pesquisa acadêmica, o que, em matéria de qualidade de ensino, pode se tornar um tiro no pé.

Primeiro, porque isso, em geral, significa que os professores dessas instituições conquistam a vaga não pela qualidade das aulas ou pela capacidade de manter um bom relacionamento com os alunos, mas, sim, pela relevância da pesquisa.

Depois de aceitos no quadro docente da instituição, já que isso ocorre através de concursos públicos, é muito difícil interferir na atuação desses profissionais em sala de aula — e os alunos, muitas vezes, acabam têm de se acostumar com a falta de didática dos pesquisadores.

Além disso, o foco na pesquisa acadêmica também impacta no tipo de conteúdo que será privilegiado nas disciplinas do curso. Muitas vezes, as matérias ensinadas são muito diferentes do que as empresas buscam para os seus colaboradores.

As faculdades particulares, por sua vez, são muito mais antenadas com as demandas do mercado e se preocupam mais com as habilidades e conhecimentos que você precisa para uma carreira de sucesso.

Essa preocupação diminui as chances de você se sentir perdido na área mesmo depois de formado.

Se você se convenceu por essas vantagens, já deve estar se perguntando agora sobre como fará para pagar as mensalidades do seu curso, não é mesmo?

É exatamente sobre isso que falaremos a seguir. Fique ligado!

Os benefícios de optar por um financiamento universitário

Nem sempre a mensalidade dos cursos das universidades particulares cabem no bolso. Para ajudar os alunos que sonham com o ensino superior, mas não tem condições de pagá-lo, é que existe o financiamento universitário.

Esse subsídio consiste, basicamente, no amortecimento do valor das mensalidades, parcelando o valor total do semestre em uma quantidade maior de meses.

Financiamentos, portanto, são como um empréstimo. No futuro, você precisará prestar contas com o que não pagou das mensalidades, enquanto estava estudando.

Ainda que isso signifique sair da faculdade já com uma dívida para pagar, vale a pena recorrer ao crédito universitário. Entenda:

1. Não se sufoque de trabalho

Trabalhar e estudar não é uma tarefa fácil. Um curso de graduação exige bastante dedicação do estudante que, se estiver trabalhando demais, talvez não consiga aproveitar ao máximo essa oportunidade.

Participando de um programa de financiamento universitário você precisará pagar parcelas bastante inferiores ao valor da mensalidade — em geral a metade, em alguns casos até menos.

Dessa forma, você não precisa trabalhar tanto para arcar com os custos da faculdade ou, dependendo de como você e sua família organizam o orçamento, pode esperar até o estágio remunerado ao fim do curso para entrar no mercado.

2. Não abandone o seu sonho

Por conta dos custos, muita gente resolve deixar a faculdade para depois. Essa escolha pode não ser muito estratégica por dois motivos.

O primeiro é que, uma vez no mercado de trabalho, a tendência é que você se acomode — principalmente se você encontrar um emprego de nível médio que remunera o suficiente para arcar com as despesas do momento.

A sensação de independência financeira conseguida com o primeiro emprego é muito empoderadora, mas também engana.

Ela pode ser perigosa, pois, geralmente, esse tipo de emprego não possui um plano de carreira para incentivar o crescimento profissional. Pode ser que você ganha bem para essa fase da vida, mas, num futuro próximo, esse salário pode não ser suficiente.

O que leva ao segundo problema: quando você cair na real de que precisa mesmo de um curso superior, os conteúdos do ensino médio — que estavam fresquinhos assim que você terminou o terceiro ano — serão bem mais difíceis de recuperar.

Estudar é um hábito. Portanto, não deixe para depois para não perdê-lo.

O financiamento junto à instituição de ensino

Sabendo da dificuldade que boa parte dos seus alunos têm em arcar com as mensalidades dos cursos — e levando em consideração as reformas do FIES que ocorreram em 2015 —, as faculdades particulares precisaram rever as estratégias para facilitar o acesso a estudantes menos privilegiados.

Além de fechar parcerias com bancos e programas de crédito estudantil privado, dos quais falaremos mais adiante, elas também passaram a incorporar seus próprios sistemas de parcelamento das mensalidades.

A UCEFF, por exemplo, conta com o CREFACIL, que oferece aos seus alunos a possibilidade de financiar até 50% das mensalidades.

A grande vantagem de fazer o financiamento junto à sua faculdade é que você poupa muita dor cabeça em relação à burocracia. Isso acontece, pois você não precisa lidar com duas entidades — a faculdade e o banco ou a faculdade e a instituição do programa de crédito —, mas apenas com o setor financeiro da sua instituição.

A possibilidade de financiar em diferentes bancos

Não são muitos os bancos que oferecem o serviço de financiamento estudantil.

O Santander, por exemplo, conta apenas com o programa chamado Credi-Universidade, que consiste na concessão de créditos de até R$2.000,00 para ajudar a cobrir despesas com material escolar, computadores e outros gastos extras.

Já o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal são os agentes financeiros responsáveis pelo Programa de Financiamento Estudantil do Governo Federal, o FIES.

Quem oferece esse tipo de serviço é o Bradesco, em parceria com mais de 140 instituições de ensino. O banco oferece a possibilidade de pagar as mensalidades do semestre no prazo de um ano, sob a taxa de juros acordada entre as instituições — financeira e de ensino.

Para se inscrever no programa, você precisa ser correntista e ter mais de 18 anos. Caso seja menor de idade ou não possua renda, é necessário contar com um responsável legal que possua uma conta no banco — e que será avaliado de acordo com os critérios de concessão de crédito.

O financiamento é solicitado a cada semestre e, uma vez aprovado, você terá o dobro do tempo para quitar as mensalidades. Ao fim do semestre você poderá solicitar novamente o financiamento para o período letivo seguinte, caso esteja em dia com as parcelas.

As parcelas do novo financiamento só começarão a ser cobradas após o fim do pagamento das parcelas do semestre anterior.

Na prática, se você se inscrever em um curso de cinco anos — dez semestres — e financiá-lo inteiramente pelo Banco Bradesco, ao fim do curso você terá pago os cinco primeiros semestres. Assim, você terá mais cinco semestres para quitar durante os próximos cinco anos.

Para ter uma ideia melhor dos valores, você pode fazer uma simulação das parcelas — com a taxa de juros inclusa — e pensar direitinho se é uma opção viável.

A opção do crédito estudantil privado

Além das opções de financiamento junto à instituição de ensino superior e aos bancos, há também outros programas créditos estudantis que podem ser ótimas opções para você. Confira:

PRAVALER

Com parceria em mais de 300 instituições, é o maior programa de financiamento universitário privado do Brasil. Não exige nota no ENEM nem conta no banco — e promete pré-aprovação rápida do crédito.

Para participar do programa, o aluno precisa estar matriculado na IES e fazer o cadastro online com os dados e documentos do garantidor. O avalista deve ser maior de 18 anos com possibilidade de comprovação de renda igual ou superior ao dobro da mensalidade do curso escolhido.

Por exemplo, se você escolher um curso cuja mensalidade é de R$ 800,00, o seu fiador deve comprovar renda mensal de R$ 1.600,00. Caso você também tenha renda fixa, poderão ser somadas as rendas de ambos.

Algumas regras dependem da instituição parceira, mas há a possibilidade de financiar as mensalidades do seu curso por até 2,5 vezes a duração da formação superior.

Em alguns casos as próprias faculdades cobrem as taxas de juros pelo ano acadêmico.

PEP

O PEP, ou Parcelamento Estudantil Privado, é fruto da união de seis faculdades particulares. Ele oferece a possibilidade de transferência do crédito para outras instituições mediante negociação.

O parcelamento do PEP não possui taxa de juros e se submete apenas aos valores da inflação. O seu diferencial é a possibilidade de financiar até 70% do valor do curso para pagar após a formatura no prazo da duração do curso.

Ou seja, se você comprovar renda necessário para financiar a quantidade máxima e tiver escolhido um curso de quatro anos com mensalidade de R$ 1000,00, você pagará parcelas de R$ 300,00 durante o curso e sobrarão mais 48 parcelas de R$ 700,00 a serem pagas após a formatura.

CredIES

Linha de crédito estudantil da FUNDACRED. Para se inscrever você vai precisar de um garantidor solidário ou um fiador maior de 18 anos, sem restrições financeiras e que apresenta renda compatível com a solicitação de financiamento.

Eles também possuem uma plataforma digital que permite realizar várias operações pelo computador ou mesmo pelo celular.

Vale a pena pesquisar mais sobre cada uma dessas possibilidades e fazer a simulação das parcelas nos respectivos sites. Se precisar, entre em contato com essas instituições e programas de crédito para solucionar outras dúvidas.

5 dicas para não se enrolar com os pagamentos

Até aqui, você conheceu 3 alternativas que podem ajudá-lo a dar esse importantíssimo passo na formação profissional: o financiamento junto à IES, os bancos e os créditos estudantis privados.

Como você pôde notar, cada uma dessas opções possui regras distintas em relação às parcelas que serão pagas durante o curso, mas todos preveem um período após a sua formatura para o pagamento do percentual financiado.

De todo modo, depois de formado, você passará alguns anos quitando as parcelas do financiamento.

O que fazer, então, para honrar a dívida e impedir que as prestações se acumulem e os juros galopem? Veja cinco dicas para ajudá-lo a se organizar financeiramente:

1. Trabalhe durante a graduação

Se você optou por um financiamento porque ainda não está empregado — ou porque largou o emprego para se dedicar aos estudos —, esse pode ser o momento de começar a procurar trabalhos com horários mais flexíveis e/ou que ocupam uma quantidade menor de horas por semana.

É muito comum que alunos de graduação procurem trabalhos pontuais no turno da noite — como em bares e baladas. Além disso, alguns começam a dar aulas particulares para estudantes do ensino básico ou tomam conta de um número reduzido de turmas em escolas de idiomas.

Essas são ótimas maneiras de juntar dinheiro para pagar as mensalidades parciais ou começar a fazer um pé-de-meia para futuras emergências — impedindo, assim, que imprevistos prejudiquem o pagamento das futuras parcelas.

2. Organize o seu orçamento

Não se esqueça de que estudar, principalmente em se tratando de ensino superior, é uma tarefa que exige dedicação e toma tempo.

Por isso é importante que, nesse momento, você reduza ao máximo as suas despesas para não precisar trabalhar tanto.

Durante um mês, anote tudo o que você comprar e todos os gastos que surgiram. Você pode fazer isso usando um aplicativo de anotações no celular, como o Trello, para evitar o esquecimento de algum gasto.

Opte por um aplicativo que possibilita acesso a essas mesmas anotações no computador — para que depois você passe a limpo para uma planilha do Google Sheets, que permite que você faça algumas continhas com essas anotações.

Esse será o teste por meio do qual você poderá calcular o seu gasto mensal, levando em consideração, é claro, a mensalidade parcial da faculdade.

Com esses números em mãos, você descobrirá de quanto dinheiro precisa e quantas horas deve trabalhar por semana para dar conta das suas despesas e da mensalidade. Esse é o primeiro passo do seu planejamento financeiro.

3. Somente o necessário!

Teste feito, é chegada a hora de fazer alguns cortes. Cada gasto mantido em sua rotina significa necessariamente mais tempo no serviço. Por isso, você deve reduzir as despesas o quanto pode e evitar que o trabalho atrapalhe os estudos. Afinal, é para isso que você está trabalhando — para ter condições de estudar.

Será que é realmente necessário comprar roupas novas? Ou comer fora em restaurantes? Não dá mesmo pra viver sem TV a cabo?

Opte por uma vida mais simples e você poderá aproveitar melhor o curso e a vida universitária.

4. Não se comprometa com grandes despesas

Mesmo que você consiga juntar dinheiro suficiente, evite compras caras nesse momento — como carros, motos ou videogames.

Artigos como esses são sempre grandes despesas e, portanto, dívidas a mais — com as quais você pode acabar se atrapalhando.

Além disso, somando as prestações dessas compras com a mensalidade da faculdade, você vai ter de trabalhar bastante — e nem ver a cor do dinheiro.

5. Leve o estágio a sério

No fim do seu curso de graduação, você, muito provavelmente, fará um estágio.

Pois bem, ele deve ser escolhido com muita cautela e estratégia, pois é muito comum que os recém-formados permaneçam nas empresas nas quais trabalharam ao serem efetivados após a colação de grau.

Ainda que você não consiga permanecer na empresa em que fez o estágio, essa experiência será fundamental para encontrar novas oportunidades no mercado.

Por isso, o estágio deve ser levado muito a sério. Além de ser uma fonte de renda, é um momento fundamental para aprender na prática e complementar a teoria da sala de aula.

O que você está esperando?

Há uma série de possibilidades de crédito estudantil para dar aquela mãozinha no ingresso à universidade.

Esperamos que as opções apresentadas no post de hoje convençam-no de que é possível dar esse passo importantíssimo rumo a um futuro profissional, mesmo que, no momento, as mensalidades não caibam no bolso.

Agora é com você! Pesquise sobre os cursos ofertados pela faculdade e estude bastante para alcançar uma carreira de sucesso.

Conseguiu solucionar suas dúvidas em relação ao financiamento universitário? Acha que este post pode ajudar algum amigo ou familiar que está pensando em entrar para a faculdade? Então, clique nos ícones aqui embaixo e compartilhe nas suas redes sociais!

 

 

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