Para você ter ideia da importância da redação no Enem, só essa etapa representa 20% da nota final do exame. Ou seja, uma boa redação pode aumentar sua média final da prova e abrir portas para você entrar nas melhores universidades públicas e privadas do país ou até mesmo no exterior.

Por isso, é fundamental que você saiba o que não fazer na prova. Neste post você vai descobrir que é possível antever os principais erros e, mais do que isso, vai aprender como evitá-los. Confira agora mesmo as dicas de redação para garantir uma nota alta no Enem e aplique-as aos seus estudos!

Não fuja do tema proposto

Na hora de escrever, é comum surgirem ideias de assuntos relacionados ao enunciado e isso acaba levando à dispersão. Portanto, foco! Tenha em mente as principais palavras-chave do tema, antes mesmo de começar a escrever.

Cuidado também para não fugir do formato dissertativo-argumentativo do texto, isto é, você deverá apresentar seu ponto de vista (e não escrever um poema ou fazer uma narrativa!). O formato requer o uso da norma culta, mas isso não significa escrever um texto rebuscado. Apenas evite clichês, gírias, expressões da internet e não use a primeira pessoa.

Não se esqueça de dividir o texto em parágrafos

Quanto mais organizado seu texto, mais claro e coeso ele será. Para isso, elabore cada argumento ou informação em um parágrafo diferente. Supondo que você queira apresentar as vantagens e desvantagens do tema proposto, dedique um parágrafo para os pontos positivos e outro, para os negativos — mas evite parágrafos longos.

Então, se você precisar escrever mais sobre as vantagens, distribua as informações em parágrafos de 3 a 5 linhas. O importante é evitar grandes blocos de texto. Além disso, é essencial revisar cada parágrafo conforme você for terminando, para verificar se não está fugindo do tema proposto. Isso evitará surpresas no final.

Não deixe de apresentar soluções para os problemas

Você só pode escrever um total de 30 linhas na sua redação, portanto, seja prático. Use a introdução para dar uma visão geral da sua opinião, depois desenvolva três ou quatro parágrafos para justificar o porquê da sua linha de pensamento e, por fim, utilize a conclusão para propor soluções aos problemas que você apresentou ao longo do texto.

Para criar essas soluções, faça as perguntas “O quê?”, “Quem?” e “Como?”:

  • O que fazer para mudar a situação?

  • Quem vai colocar a situação em prática?

  • Como colocá-la em prática?

Para a pergunta “Quem”, você pode considerar agentes sociais como: iniciativa privada, ONGs, Estado, instituições escolares, cidadãos comuns. E lembre-se: evite propor soluções vagas, difíceis de serem alcançadas.

Não fique sem praticar e treinar

Não se preocupe se o seu dia é corrido e quase não sobra tempo para estudar. Existem algumas técnicas de redação que vão ajudar você a adquirir as habilidades necessárias para se sair bem na prova. Por exemplo, escrever uma redação por semana é uma dessas técnicas e os benefícios são muitos:

  • você ficará craque no formato dissertativo-argumentativo, já sabendo aplicar o que mencionamos nos tópicos anteriores;

  • incrementará seu vocabulário, buscando sinônimos e evitando palavras repetidas;

  • treinará a gramática, pois na dúvida sobre algum termo, você vai pesquisar e, automaticamente, se familiarizar com a grafia das palavras;

  • com a prática, você será capaz de fazer sua redação em cada vez menos tempo;

  • e o melhor de tudo: você vai se sentir mais confiante.

Não deixe de ler

Uma boa escrita está relacionada à qualidade da leitura. Ao ler, tenha em mente o seguinte pensamento: como essa leitura pode me ajudar na redação do Enem? Assim, você já vai contextualizar seu conhecimento às demandas da prova.

Procure ler jornais, pois eles trarão informações preciosas, como dados reais, históricos e estatísticos, para você incrementar seu texto. Assim, você evita a inconsistência teórica, ou seja, você não vai cometer o erro de ficar citando dados equivocados ou carentes de comprovação. Se isso acontecer, você perderá credibilidade e pontos.

Não escreva da maneira como você fala

Primeiro, porque a maneira como falamos é coloquial e, como já mencionamos, o formato dissertativo-argumentativo exige a norma culta da língua. Além disso, evitar escrever como falamos também ajuda a não cometer erros de pontuação, como separar sujeito e verbo por vírgulas — quando falamos, tendemos a fazer essa separação pela respiração, o que definitivamente não é correto na escrita formal.

Não force a barra

Isso vale tanto para como você vai escrever, quanto para o que você vai escrever. Não tente incluir palavras difíceis e pouco utilizadas no cotidiano. Isso pode destoar do estilo do texto e ainda levar a erros de regência e concordância. Portanto, seja simples. Faça o melhor que você puder dentro do que você sabe e está acostumado.

Outro ponto é: os temas de redação do Enem geralmente são sobre assuntos sociais ou polêmicos. Dessa forma, se você desenvolver uma opinião que desrespeita os direitos humanos, sua redação poderá ser desclassificada. Então, mantenha a neutralidade. Supondo que o tema seja polêmico, você pode ilustrar seu raciocínio com as visões opostas já existentes e fazer uma reflexão.

Mesmo que você não saiba muito bem o que quer fazer da vida, uma coisa é certa: ter uma profissão é importante e o Enem é um grande facilitador para o seu futuro, sendo a redação uma prova que pode ser decisiva na nota final.

Dessa forma, antes de começar a escrever, tenha em mente as palavras-chave do enunciado para não fugir do tema. A partir delas, desenvolva uma linha de raciocínio, divida as informações em parágrafos curtos e finalize o texto com uma solução viável.

Por fim, pratique escrevendo uma redação por semana, respeitando a norma culta da língua (e os direitos humanos!) e buscando dados reais por meio da leitura de jornais.

Agora que você já conhece as nossas dicas de redação para se sair bem no Enem, que tal elaborar uma rotina de estudos eficiente e produtiva? Confira já nossas 8 dicas de ouro e não deixe de se preparar o ano inteiro!

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