Diante das cobranças do mercado, das dificuldades financeiras trazidas pela recessão econômica e até das cobranças da família, fica difícil levar em consideração trabalhar com algo que nos dá satisfação profissional se a área não oferece um bom salário, não é mesmo?

A boa notícia é que é possível ter uma vida mais confortável sem abrir mão de trabalhar com o que você gosta — e é sobre esse assunto que falaremos agora. Confira!

Quais as vantagens de fazer o que você ama?

É muito comum entre os millennials questionar as suas escolhas profissionais e da vida como um todo. Diante desse dilema, o dinheiro ganha um espaço de valor. Ideias como: “na minha idade, meu pai já tinha um trabalho, uma casa e um carro”, se tornam comuns e perigosas, o que prejudica na hora de fazer uma escolha consciente.

A realidade do mercado também é um fator que pode induzir ao erro, já que nem sempre o que está “na moda” ou em alta hoje terá o mesmo valor depois da sua formatura. Basta fazer uma pesquisa rápida sobre quais eram “as profissões do futuro” há dez anos.

Então, por mais que a área de sua preferência não tenha um status atrativo hoje, fazer o que gosta, além de trazer alegria de viver, pode se mostrar como uma surpresa financeira positiva ao longo do tempo.

Se isso ainda não foi suficiente para convencê-lo da importância da satisfação profissional, confira as 5 principais vantagens de escolher trabalhar com o que você mais se identifica:

1. Vivenciar uma rotina de trabalho prazerosa

Vamos fazer uma conta básica: em 24 horas do seu dia, pelo menos, oito horas serão dedicadas ao trabalho. Ou seja, 1/3 do dia. Quando pensamos quanto tempo de vida será gasto trabalhando, não precisa ser bom em matemática para perceber que é bastante tempo.

Então, imagine acordar cedo todos os dias para ir a um trabalho que você odeia? Viver ansioso e preocupado com a chegada da segunda-feira e ter que dedicar os seus melhores anos a esse mesmo emprego? Seria um pesadelo!

Um erro grave — no momento de escolher a profissão — é associar, naturalmente, o trabalho ao estresse. É claro que todo trabalho possui percalços e situações que nos tiram do sério, mas quando chega ao fim do dia, sabemos que esses desafios são necessários para o nosso crescimento e o resultado é recompensador.

2. Ganhar em qualidade de vida

Como falamos anteriormente, todo profissional enfrenta problemas — independentemente da sua área de atuação. Porém, se um emprego só é marcado por momentos ruins, é aí que mora o problema.

De acordo com o Relatório Mundial da ONU, de 1999, o estresse profissional pode ocasionar distúrbios psíquicos graves, como a depressão, além de motivar o alcoolismo e o uso de drogas e poder ser a causa de doenças cardiovasculares.

Esses dados corroboram a afirmação de que fazer o que você acredita e vivenciar uma rotina prazerosa de trabalho é essencial para evitar problemas maiores para a sua saúde física e mental.

3. Ter mais chances de alcançar metas e oportunidades profissionais

Diferente do que muitos pensam, a procrastinação não é causada pela preguiça, mas sim pela falta de motivação. Pessoas que amam uma atividade, por exemplo, não dispensam uma oportunidade de fazê-la. Para realizar uma atividade considerada chata, por outro lado, qualquer desculpa mínima é suficiente para procrastinar.

Motivação, portanto, é o combustível para alcançar metas. Há um consenso entre os empregadores de que pessoas felizes e satisfeitas produzem mais e melhor. Por isso encontrar satisfação profissional é a melhor maneira de se destacar no emprego.

E as empresas enxergam isso com bons olhos, o que abre diversas oportunidades de ganhar uma promoção e receber benefícios. No final, todos ganham.

4. Buscar capacitação e atualização no mercado com mais facilidade

O mercado está cada vez mais competitivo e com um cenário de crise — no qual a oferta por vagas de emprego diminui. Por isso, buscar qualificação profissional aumenta as chances de uma boa colocação na profissão.

Estatisticamente, o número de estudantes que trancam ou abandonam a universidade é muito alto. De acordo com o Ministério da Educação, só em 2014 foram cerca de 1,2 milhão. Isso pode acontecer por diversos motivos, mas o mais significativo é a escolha inadequada por um curso de graduação.

Imagine só, por um segundo, estudar pelo menos quatro anos e buscar capacitação constante em algo que você odeia? Não dá!

Fazer uma escolha consciente por uma carreira que traga benefícios, mas também a sensação de satisfação, é uma maneira de se manter motivado durante a graduação e interessado em se atualizar para oferecer o que o mercado procura.

No entanto, se você simplesmente não está satisfeito com aquilo que faz, vai ser muito mais fácil desistir no meio do caminho ou se conformar com o que aparecer. E acredite, isso não leva ninguém ao sucesso.

5. Desenvolver habilidades que você já possui

Você sabe o que Ronaldo, Bill Gates e Michael Jordan têm em comum?

Quando criança, o Fenômeno precisava ser arrancado dos campos pois não queria fazer outra coisa a não ser jogar bola. Já Jordan era sempre o primeiro a chegar e o último a ir embora dos treinos de basquete. E o gênio da computação? Dispensava qualquer saída com os amigos para programar computadores.

Trabalhar com o que ama deu a esses profissionais a oportunidade de desenvolver — com excelência — habilidades que eles já possuíam. E o resultado nem é preciso dizer, todos os três se tornaram os melhores nas suas áreas.

Dinheiro e prazer podem ser aliados?

Mesmo que uma área tenha uma gratificação financeira muito maior, dificilmente, você será bem pago se não for bom no que faz. Para ganhar essa excelência é preciso se dedicar. Mas vamos combinar que é quase impossível se entregar de corpo e alma a algo que não te dá o menor prazer, não é?

Se você ama algo não precisa deixá-lo de lado porque o mercado diz que aquela profissão não dá dinheiro ou porque você não tem talento. Pessoas que amam moda, por exemplo, acabam desistindo da área por acreditar que as únicas oportunidades de trabalho são para designers e modelos. O que não é verdade.

É possível usar o conhecimento da própria graduação em Moda, ou de cursos como Administração, Jornalismo e Marketing, para criar uma marca ou um e-commerce de sucesso. Além disso, você pode atuar na assessoria de comunicação de uma grande rede varejista ou se tornar um editor-chefe de uma revista, por exemplo.

As possibilidades são inúmeras e podem trazer a remuneração que você sonha e merece.

Buscar satisfação profissional não deve ser uma meta secundária ao escolher uma carreira — e sim uma prioridade. Uma boa forma de fazer isso é descobrir o que faz os seus olhos brilharem e onde encontrar essa felicidade — esse é o segredo dos profissionais que constroem uma carreira de sucesso.

Se você ainda está em dúvida sobre qual caminho seguir, a nossa dica é: questione as suas escolhas, imagine como você se vê daqui a alguns anos e caminhe sempre em busca da felicidade. E se estiver no caminho errado não tenha medo de mudar a direção.

E então, gostou das nossas dicas? Conhece alguém que está insatisfeito com a profissão que escolheu? Compartilhe esse artigo nas redes sociais e ajude outras pessoas a saírem dessa situação!

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