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Uma notícia que causou polêmica neste ano foi aquela sobre a reformulação do ensino médio, já aprovada pelo governo federal e que deve começar a vigorar a partir de 2018.

Diante de prós e contras, as novas regras já receberam o aval do presidente Michel Temer (PMDB) por meio de uma Medida Provisória.

Além das opções para escolher as disciplinas do ensino médio, os estudantes também vão sentir uma profunda alteração nos vestibulares, que poderão contar com provas mais exigentes e direcionadas para as áreas de escolha dos candidatos.

No entanto, são muitas as alterações previstas que necessitam de mais análises e debates. Para esclarecermos alguns pontos — principalmente aqueles referentes aos vestibulares — elaboramos este post para ajudar você a ficar bem informado sobre o assunto.

Entenda os motivos para a reformulação do ensino médio

Sabendo-se que existem cerca de 1,5 milhão de adolescentes entre 15 e 17 anos fora da escola, o governo federal decidiu criar um conjunto de medidas para alterar o modelo educacional brasileiro.

Das atuais 13 disciplinas existentes nos três anos do ensino médio, os alunos poderão fazer escolhas que reduzirão o número de matérias, tendo uma carga horária maior para cumpri-las — de acordo com as áreas de conhecimento mais próximas de suas personalidades.

A carga horária deve passar das atuais 800 horas anuais para 1.400 horas, tornando o ensino integral uma realidade em 25% das escolas públicas até 2025 — com a abertura para o ensino profissionalizante.

O objetivo é contribuir com a melhora do desempenho dos alunos, principalmente nas disciplinas que serão exigidas no vestibular escolhido de acordo com a profissão a ser exercida (leia mais abaixo).

A reformulação do ensino vai atingir tanto as escolas particulares quanto as públicas. Basicamente, a intenção do governo federal é deixar essa etapa mais flexível na vida dos alunos, principalmente nos anos finais do ensino básico.

Um exemplo é a alteração no currículo. A grade poderá ser dividida em linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza ou ensino técnico. Sistemas de créditos também poderão ser adotadas em algumas matérias.

No entanto, algumas disciplinas — como artes e educação física — poderão ficar de fora da grade curricular, aspecto que vem causando vários debates entre especialistas, em razão da possível influência na redução cultural e na qualidade de vida dos estudantes.

Já na Base Nacional Comum, todas as 13 disciplinas continuarão sendo obrigatórias, como no ensino infantil e fundamental, inclusive com a introdução do inglês para crianças de seis anos.

Veja como ficarão os vestibulares e o Enem

Com a reformulação do ensino médio, poderão ocorrer mudanças nos vestibulares das universidades públicas e privadas, assim como no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

Um dos pontos defendidos é que as instituições de ensino, principalmente as privadas, terão mais liberdade para escolher os conteúdos cobrados nos vestibulares.

Elas poderão escolher as disciplinas da Base Nacional Comum ou das áreas específicas definidas pelo Ministério da Educação.

Com isso, a tendência é que as provas fiquem mais exigentes, com avaliações baseadas na base nacional e também nas áreas de escolha do vestibulando.

Podemos citar o Enem, como exemplo. Caso um jovem escolha prestar o exame para biologia, por exemplo, poderá haver um dia de testes específicos com aprofundamento em ciências da saúde — abrangendo química, biologia e matemática — e outro baseado na grade da base nacional, cobrando todas as disciplinas.

O modelo deverá ser mais rigoroso no exame da área escolhida pelo aluno, inclusive com um peso maior na avaliação. Ou seja, diferentes modelos de Enem poderão ser criados para atender as diversas áreas de conhecimento escolhidas pelos estudantes.

É bom deixar claro, no entanto, que essas medidas ainda são previsões. Portanto, a reforma poderá sofrer alterações por conta dos debates envolvendo professores e autoridades técnicas.

A Base Nacional Comum que trata da reforma do ensino médio deve chegar às escolas apenas em 2018. A expectativa, portanto, é que as mudanças no Enem, especificamente, ocorram somente a partir de 2019.

O documento faz parte do Plano Nacional de Educação e estabelece os conteúdos mínimos que serão ensinados nos vários momentos da educação básica brasileira.

Conheça as possíveis reformas nos vestibulares

Os vestibulares seguem as orientações da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), responsável pela definição das disciplinas obrigatórias do ensino básico, sendo as mesmas cobradas nos processos seletivos.

Com a reformulação do ensino médio, o artigo 51 da LDB — que trata dos critérios da seleção dos jovens no ensino superior — possivelmente será modificado, abrindo espaço para que as instituições realizem provas mais flexíveis e voltadas diretamente às áreas escolhidas pelos estudantes. Por exemplo, um exame focado em ciências humanas para quem optar por história ou serviço social.

A meta é fortalecer as áreas de conhecimento definidas pelo governo, como explicamos acima.

Dessa maneira, as instituições privadas terão uma liberdade maior no momento de selecionar os estudantes para os cursos superiores.

Ou seja, aqueles alunos que já sabem qual profissão seguir, poderão se preparar de uma forma mais aprofundada nas disciplinas de maior peso em seu processo seletivo.

Fique atento a possíveis alterações à proposta

Como as alterações nos processos seletivos ainda estão sendo discutidas, é preciso ficar bem informado em relação a novas informações sobre o assunto.

Por enquanto, essas são apenas algumas previsões. Então, esses tópicos poderão sofrer outros tipos de mudanças — principalmente em razão da opinião de especialistas, debates com a sociedade civil e, ainda, influências político-partidárias.

Como muitos pontos podem ser mantidos após as discussões — ou novas mudanças anunciadas — a dica é manter a sua rotina de estudos e ficar de olho em sites especializados e jornais.

Afinal, ler notícias e manter-se bem informado são tarefas que fazem a diferença no momento do vestibular, principalmente nas provas de geografia, história e redação.

Vale a pena também colocar o assunto em pauta na sua escola e conversar com amigos, professores e familiares sobre as mudanças propostas na reformulação do ensino médio.

Ouvir e colocar as ideias em debate, por exemplo, também é um ótimo exercício para melhorar a escrita e contribuir para futuras melhorias — ajudando a educação brasileira a obter avanços tão almejados pela sociedade.

Portanto, continue focado nos estudos e acompanhe o blog para receber dicas e novidades na área da educação. Veja, por exemplo, que é possível utilizar até mesmo as redes sociais como uma fonte de pesquisa e estudo para o vestibular!

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