Cursos de graduação com maior empregabilidade: o que os dados de 2026 mostram (e o que isso significa para o Oeste Catarinense)

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Escolher um curso superior deixou de ser só uma questão de vocação. Em um mercado que muda rápido, entender quais cursos de graduação têm maior empregabilidade é parte essencial do planejamento de carreira — tanto para quem está no Ensino Médio quanto para quem já trabalha e pensa em uma segunda graduação.

Este guia reúne os dados mais recentes sobre empregabilidade por curso no Brasil e cruza essas informações com a realidade do mercado de trabalho do Oeste Catarinense, região marcada pela força do agronegócio, da agroindústria e por uma taxa de desemprego historicamente baixa.

O que significa “empregabilidade” na prática

Antes de olhar para o ranking, vale alinhar o conceito. Empregabilidade não é apenas “conseguir um emprego qualquer” — é a capacidade de um profissional atuar na área para a qual se formou, gerando renda compatível com sua qualificação.

O Instituto Semesp, em parceria com a Workalove, ouviu 5.681 egressos de 178 instituições de ensino superior brasileiras entre agosto e setembro de 2024, divulgando os resultados em janeiro de 2025. A pesquisa mostrou que 88% dos egressos concluíram a graduação na modalidade presencial e dois terços dos respondentes têm até 34 anos. Um dado central: cerca de 88% dos formados exercem alguma atividade remunerada, e a renda média bruta de quem tem ensino superior completo é de R$ 4.640, contra R$ 2.712 de quem ocupa cargo que não exige nível superior. FundacredFundacred

Outro ponto importante: a renda de quem já trabalhava antes da graduação aumentou 95,2% após concluir o curso presencial, e 51,1% após a formação a distância. Ou seja, o diploma segue sendo um dos investimentos com melhor retorno disponível — mas o curso escolhido faz muita diferença nesse retorno. Fundacred

Ranking dos cursos com maior empregabilidade no Brasil

Com base na mais recente pesquisa do Instituto Semesp, veja quais graduações concentram o maior percentual de egressos trabalhando na própria área de formação:

PosiçãoCurso% de egressos atuando na área
Medicina92% Fundacred
Farmácia80,4% Fundacred
Odontologia78,8% Fundacred
Gestão da Tecnologia da Informação78,4% Fundacred
Ciência da Computação76,7% Fundacred
Medicina Veterinária76,6% Fundacred
Design75% Fundacred
Relações Públicas75% Fundacred

Por que saúde e tecnologia lideram? Segundo Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, são áreas que têm maior número de vagas de emprego e menor oferta de mão de obra especializada — há demanda grande por médicos, sobretudo fora dos grandes centros, e a TI é o setor que mais cresce, mas ainda enfrenta falta de profissionais com formação superior. HUB CONNECTION RH

Vale destacar que boa parte dos cursos líderes em empregabilidade tem em comum a regulamentação profissional obrigatória — Medicina, Farmácia e Odontologia dependem de registro em conselhos federais para o exercício legal da profissão, o que cria uma barreira de entrada que sustenta a demanda por mão de obra habilitada.

O outro lado da moeda: cursos com maior índice de desemprego

Para uma escolha consciente, também é importante conhecer os desafios. A mesma pesquisa do Semesp mapeou os cursos com maior percentual de egressos sem qualquer atividade remunerada: História (31,6%), Relações Internacionais (29,4%), Serviço Social (28,6%) e Radiologia (27,8%). PEBSP

Isso não significa que esses cursos não tenham valor — significa que exigem planejamento de carreira mais estratégico, com foco em concursos públicos, especializações ou nichos específicos do mercado. Um dado relevante para qualquer curso: o profissional que atua na própria área de formação ganha, em média, 27,5% a mais do que quem migrou para outro campo. PEBSP

Tendências de 2026: para onde o mercado está indo

Levantamentos mais recentes, já olhando para o ano corrente, reforçam a força de três frentes:

1. Tecnologia continua em expansão

Cursos como Ciência de Dados, Cibersegurança, Desenvolvimento de Software, Inteligência Artificial e Cloud Computing permanecem entre os mais requisitados no mercado brasileiro. O crescimento de matrículas confirma a tendência: entre 2023 e 2024, os cursos de Computação e TIC registraram alta de 9,2% no ensino presencial e 12,5% na modalidade EaD. GaussDesafios da Educaçāo

2. Saúde segue como porto seguro

Além de Medicina, Farmácia e Odontologia, outras formações da área da saúde mantêm bons índices: Fisioterapia (64,4%), Psicologia (61,1%) e Medicina Veterinária figuram entre as mais estáveis, impulsionadas pelo envelhecimento populacional e pela expansão dos serviços de saúde. Nace

3. Gestão, gestão ambiental e agronegócio ganham espaço

Cursos voltados ao agronegócio, marketing digital, logística, gestão ambiental e economia circular também aparecem como destaques, refletindo tendências econômicas atuais — um recorte especialmente relevante para regiões com forte vocação produtiva, como é o caso do Oeste Catarinense. Gauss

Um ponto de atenção: a docência

Um dado pouco explorado, mas estratégico: o Brasil enfrenta um apagão de professores em áreas específicas. O Instituto Semesp projeta déficit de até 235 mil docentes na educação básica até 2040, e o Programa Mais Professores criou bolsa de R$ 2.100 por mês para quem cursa licenciatura em áreas carentes como Física, Química, Matemática, Letras-Inglês, Filosofia e Sociologia. Para quem tem afinidade com a docência, esse é um caminho de empregabilidade quase garantida, especialmente via concurso público. PEBSP

E no Oeste Catarinense, como está o mercado de trabalho?

Os dados nacionais ganham outro significado quando olhamos para a realidade regional. Santa Catarina vem performando de forma consistente acima da média do país:

  • No primeiro trimestre de 2026, o estado registrou saldo positivo de 59.396 empregos com carteira assinada, o terceiro melhor resultado do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. NSC Total
  • Em 2025, Santa Catarina fechou o ano com 59.184 novos empregos com carteira assinada, resultado de 1.721.751 admissões e 1.662.567 desligamentos ao longo dos 12 meses. GOV.BR
  • Chapecó se destacou entre os municípios catarinenses com melhor desempenho, aparecendo entre os cinco maiores geradores de vagas do estado tanto em 2025 quanto no início de 2026 — com 2.844 novos postos em 2025 e 2.222 no primeiro trimestre de 2026. GOV.BRNSC Total
  • O crescimento catarinense também aparece na comparação nacional: a taxa de desemprego atingiu as menores marcas da série histórica iniciada em 2012, chegando a 2,2% no segundo trimestre e 2,3% no terceiro trimestre de 2025 — as menores taxas do Brasil. Seplan

Setores que mais empregam na região

O perfil produtivo do Oeste Catarinense aparece claramente nos números. Em Santa Catarina, a maior alta de vagas no trimestre, de 43,5% frente ao ano anterior, foi no setor de alimentos, puxado pelo aumento das exportações de carnes e mais vendas nos supermercados — um recorte que fala diretamente com a vocação agroindustrial de Chapecó e da região. NSC Total

Isso reforça um ponto estratégico para quem mora na região: cursos ligados a Agronomia, Medicina Veterinária, Administração, Engenharias e áreas de gestão e tecnologia aplicadas ao agronegócio têm conexão direta com o setor que mais cresce localmente, unindo empregabilidade nacional comprovada a demanda regional real.

Como escolher um curso pensando em empregabilidade: checklist prático

Antes de se matricular, vale passar por essas perguntas:

  1. Quantos egressos desse curso estão empregados na própria área de formação? Busque esse dado com a instituição ou em pesquisas como a do Instituto Semesp.
  2. Existe demanda real desse profissional na minha região? Empregabilidade nacional não substitui a análise do mercado local — no Oeste Catarinense, agronegócio, saúde e gestão têm peso diferente do de uma capital.
  3. O curso exige registro em conselho profissional? Cursos como Medicina (CRM), Odontologia (CRO), Contabilidade (CRC) e Psicologia (CRP) têm barreira de entrada que sustenta a demanda por mão de obra qualificada.
  4. O curso oferece experiência prática ao longo da formação? Estágios, laboratórios e projetos aplicados aumentam a inserção no mercado ainda durante a graduação.
  5. Existe modalidade e formato compatíveis com minha rotina? EaD e híbrido ampliam o acesso, mas algumas áreas (como Engenharias e cursos clínicos da Saúde) ainda dependem de carga horária presencial por exigência regulatória.
  6. O retorno financeiro compensa o investimento? Compare o custo total do curso com a diferença salarial esperada entre a formação e a atuação sem diploma.

Perguntas frequentes sobre cursos com maior empregabilidade

Qual curso de graduação tem a maior empregabilidade no Brasil?
Medicina lidera o ranking, com 92% dos formados atuando na área, seguida por Farmácia, Odontologia e cursos de Tecnologia da Informação. Fundacred

Cursos de tecnologia realmente têm boa empregabilidade?
Sim. Gestão da Tecnologia da Informação apresenta 78,4% de empregabilidade e Ciência da Computação, 76,7%, sustentados pelo déficit crônico de profissionais qualificados no setor no Brasil. Fundacred

Vale a pena fazer um curso com empregabilidade mais baixa, como História ou Serviço Social?
Vale, desde que a escolha considere o caminho profissional real — geralmente via concurso público ou nichos específicos — e não apenas a expectativa de emprego imediato no setor privado. O que a pesquisa mostra é a necessidade de planejamento, não a inviabilidade do curso.

Cursos EaD têm a mesma empregabilidade que os presenciais?
Depende da área. Cursos que não exigem prática presencial obrigatória (como Administração e Pedagogia) têm bom desempenho em EaD. Já Engenharias e áreas clínicas da Saúde dependem de carga prática presencial por regulação.

Como está o mercado de trabalho no Oeste Catarinense em 2026?
Positivo e acima da média nacional. Santa Catarina é consistentemente um dos três estados que mais geram empregos formais no país, e Chapecó figura entre os municípios catarinenses com melhor saldo de vagas.

Qual a relação entre agronegócio e empregabilidade na região?
Forte. O setor de alimentos foi um dos que mais cresceu em Santa Catarina recentemente, puxado pelas exportações de carnes — o que sustenta demanda por profissionais de Agronomia, Medicina Veterinária, Administração e Engenharias voltadas ao agro.

Pós-graduação aumenta a empregabilidade?
Sim. Pós-graduados ganham, em média, 44% a mais do que quem tem apenas a graduação. Fundacred

Qual curso da área de gestão tem melhor empregabilidade?
Administração se destaca pela versatilidade — atua em praticamente todos os setores econômicos, o que reduz o impacto de crises e amplia as possibilidades de atuação, especialmente em economias diversificadas como a do Oeste Catarinense.

Registro profissional obrigatório aumenta a empregabilidade?
Sim, de forma estrutural. Cursos que exigem aprovação em conselho profissional (CRM, CRO, CRF, CRC, CRP) criam uma barreira natural de entrada que filtra a oferta de mão de obra e sustenta a demanda por profissionais habilitados.

Escolher a graduação certa também é escolher a instituição certa

Os dados mostram que empregabilidade não depende só do diploma — depende de estágio, prática, conexão com o mercado regional e apoio ao longo da formação. É exatamente isso que a UCEFF oferece: cursos alinhados às demandas do Oeste Catarinense, corpo docente próximo da realidade produtiva da região e estrutura de apoio ao estudante do primeiro dia até a formatura.

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